Cada coração guarda sua sentença.
É ali, naquele lugar escondido, em que as histórias começam e acabam. No silêncio da alma, o coração se acomoda em seus sentimentos e leva à reflexão profunda, sobre o que somos, o que sentimos e para onde vamos.

É no coração calado que as decisões mais certeiras são tomadas, que os pensamentos se harmonizam com o universo e a vida segue seu rumo.
É no pulsar do coração que a prece acontece.

É o coração que vibra, no amor ou na guerra, impulsionando o individuo ao movimento, retirando-o da inércia que, por vezes, a história de cada um congela e oprime.

Cada batida do coração tem seu motivo, cada pulsar tem sua razão. E na quietude do espírito o coração se faz presente e comanda a orquestra da vida.
Às vezes, pulsa cansado pelos dias difíceis e sofridos, pela tristeza ou pela dor. Esforça-se para continuar sua trajetória de maneira determinada, tentando não se abater, tentando não ser abatido. Outras vezes, vibra ansioso pelas alegrias que chegam, ou pelas surpresas que o arrastam. Mas seja de uma forma ou de outra, esse belo músculo continua sua harmoniosa melodia de vida.

O que impressiona o homem atento ao seu coração é a capacidade única de se reconstruir a cada pancada, de se refazer, mesmo quando o sofrimento é gigante, de vibrar quando o silêncio o sufoca.

Olhando cada um seu coração, ouvindo sua melodia de vida, entendendo suas realidades e anseios, seus medos e suas certezas, temos muito a aprender de nós mesmos, pois cada coração carrega dentro de si as histórias de todas as existências, as impressões de todas as experiências, as dúvidas de cada vida. Cada coração carrega a sua eternidade e a sincronia com o Cosmo. Cada coração carrega suas certezas e suas dúvidas, seus medos e suas coragens, suas conquistas e suas derrotas.

Dentro de todas as loucuras eternas dos espíritos envelhecidos, dos amores perdidos ou conquistados, das alegrias insanas dos apaixonados, a certeza que temos é que cada coração guarda sua própria sentença.

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