Você já parou pra pensar quais foram as palavras que dominaram nosso ano? Algumas já eram conhecidas, mas foram completamente renovadas em seu significado. Muitas delas a gente está louco pra cortar do dicionário e passar não apenas 2021 mas toda a próxima década sem ouvir falar. Mas há outros termos que, se tiverem vindo pra ficar, serão muito bem-vindos.

A mais dita, ouvida e reproduzida foi inegavelmente pandemia. Passamos o ano todo tentando controlá-la e ainda não vencemos a batalha. Se tudo der certo, através da vacina (olha aí outra figurinha muito repetida), logo na largada de 2021 a gente dá um descanso pra ela. E, junto, deixa pra trás também a Covid-19 e a coronavírus, outras palavras das quais a gente quer distância.

Conforme a gente foi se acostumando a lidar com tanta novidade, foram surgindo termos que não faziam parte da nossa rotina. Tivemos de nos reinventar e, pra isso, a nossa vida tornou-se muito mais digital. Pra achatar a curva de contágio precisamos fazer isolamento social, que, para alguns, teve o rigor de uma quarentena e, para outros, foi intercalado com períodos de muita aglomeração. Teve home office, ensino remoto e um medo danado de, caso evoluirmos no distanciamento controlado e alcançássemos a bandeira preta pudéssemos viver o chamado lockdown. Mas aí veio a cogestão dos municípios e deu uma tranquilizada, a ponto de nos descuidarmos.

Agora estamos às portas do novo ano e acumulamos ensinamentos. Sabemos que 2021 nos reserva um ano diferente. Depois de estudar, trabalhar, se exercitar e fazer compras online, reaprendemos que o presencial tem seu valor. Show por live e vendas por e-commerce ajudaram, mas a gente quer mesmo é poder sair na rua sem máscara e álcool gel. A vida, assim que estivermos todos imunizados, principalmente o grupo de risco, será híbrida, com a manutenção do que o virtual nos trouxe de bom e a volta das vantagens do contato físico. O melhor dos dois mundos ao nosso dispor.

Quase terminando este ano atípico, convém lembrar de duas palavras cujos significados mudaram no íntimo de cada um. 2020 foi o ano em que profissionais da saúde foram chamados de heróis. Sua função na sociedade não mudou, foi o nosso olhar sobre eles que, enfim, lhes deu a correta valorização. E num ano em que tantas pessoas dependeram de auxílio emergencial, a palavra que sai fortalecida e não pode jamais ser esquecida é solidariedade. Nunca vimos tantas campanhas de doação como nos últimos 12 meses. A torcida é para que, no futuro, nós tenhamos menos necessidade, mas, nem por isso percamos a oportunidade de ajudar ao próximo. Vem 2021, eu quero o meu novo normal.

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