Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

Na semana passada, pude realizar mais um sonho dos tempos de adolescente. Sonho este que pensava não mais realizar, mas como tudo conspirou a favor, rolou.
Eu e minha esposa pisamos pela primeira vez na Arena do Grêmio para assistir à banda Iron Maiden. Ela talvez tenha ido para me acompanhar, pois não é o estilo de música que mais ama, mas saiu de lá bastante impressionada com o que viu. Eu fiquei impressionado!
Como os caras fizeram parte da minha vida de adolescente, pode-se pensar que não são mais tão garotos, mas a energia da banda não há como expressar em palavras. Só quem esteve lá pode ter a honra e o prazer de ver um show magnífico. Além da magnitude, a pontualidade da banda foi de invejar.
A energia emanada naquela noite ficará para sempre na minha cabeça.
Isto me fez pensar que alguns “artistas” brasileiros, que fizeram playback no Rock in Rio, que não foi tão rock assim, deveriam ter vergonha de assumir publicamente que, por cansarem, usavam deste artifício para fazer parecer que o show era ao vivo. Enquanto isso, um velho que já teve até câncer nas cordas vocais correu por duas horas e meia no palco, cantou, interagiu com a multidão que estava lá e ainda disse que levaria Porto Alegre em seu coração.
Ficamos também impressionados com a estrutura da Arena. Estacionamos o carro dentro do estádio, mesmo chegando às 19h30min, ficamos confortavelmente sentados e, após o término do espetáculo, a saída foi rápida e tranquila.
Que possamos assistir a mais shows memoráveis como este e que o rock jamais morra no coração das pessoas, já que notoriamente estes “artistas fakes” que temos por aqui, não merecem nem ser chamados de artistas.
Vida longa ao Rock and Roll!

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