A pandemia da covid-19 causou mudanças nos hábitos financeiros de inúmeros brasileiros. É isso que mostra uma pesquisa do Ibope Inteligência. De acordo com o levantamento, encomendado pelo C6 Bank, 89% das pessoas das classes A, B e C, com acesso à internet, mudaram os hábitos financeiros desde que a crise começou. Destes, 51% afirmam terem diminuído gastos, 27% passaram a guardar mais recursos para possíveis incertezas no futuro e 22% começaram a atrasar o pagamento de boletos ou contas (Fonte:einvestidorestadão).

Levantamento feito pelo SPC Brasil também mostra que muitos consumidores brasileiros não controlam o quanto gastam, não sabem o quanto pagam de juros, não se planejam para imprevistos, desconhecem o valor de seus rendimentos mensais e ainda assumem serem pessoas desorganizadas financeiramente. O levantamento mostra ainda que boa parte dos brasileiros reconhece a falta de organização para lidar com o próprio dinheiro.

“Como a falta de conhecimento sobre as próprias finanças é um problema crônico no Brasil, é importante incluir a educação financeira como tema na formação básica dos cidadãos. Controlar gastos, fazer um planejamento antes de ir às compras e evitar consumir por impulso são algumas atitudes simples que deveriam ser assimiladas desde criança”, defende o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Acredito que assim como eu, muitos já presenciaram pessoas próximas, que por descontrole financeiro acabaram perdendo tudo, inclusive sua família. Como lidamos com nossas finanças diz muito sobre nós. Claro que o contexto atual é agravado pela Pandemia, mas não esqueçamos que já tivemos período da nossa História não menos desafiadores.

Nós, brasileiros, temos muita dificuldade de lidar com o dinheiro, isto acaba se refletindo ao longo de nossas vidas. Um exemplo clássicoao iniciarmos nossa vida profissional é pegar nosso primeiro salário e torrá-lo como se não houvesse amanhã. O problema é que o amanhã sempre chega, e com ele aquela dor de cabeça de como pagar as dividas, sem contrair mais dívida ainda.

Lembro que quando decidi ser candidata a vereadora, assumi junto à minha família o compromisso de não gastar o que não temos. Como todos sabem, sou técnica em enfermagem, e foi o salário dos meus plantões que ajudaram a custear minha campanha.

Agora, como legisladora, tenho a prerrogativa de cobrar do executivo melhorias para nossa cidade, mas também a obrigação de trazer soluções através das nossas indicações. Após questionar algumas lideranças de Brasília, descobri que oBanco Central está promovendo em âmbito nacional o Programa Aprender Valor.

O projeto estimula o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à educação financeira e consumo para gestores, professores e estudantes do ensino fundamental de toda a rede conveniada, com destaque para Matemática, Língua Portuguesa e Ciências Humanas.

O projeto é para estudantes do 1º ao 9º ano da rede pública de ensino. Serão investidos R$ 11 milhões em 3 anos; ao final de 2022, BC quer educar 22 milhões de alunos. As inscrições do programa vão até 31 de Julho deste mês.

Espero que nossas crianças não façam mais parte das estatísticas acima, e aprendam desde pequenas a lidar melhor com o dinheiro.

Deixe seu comentário