Foto: Michal Jarmoluk/Pixabay

Desde a Pré-história o ser humano foi obrigado a se agrupar, formar núcleos e agir conjuntamente para garantir sua sobrevivência. Ali se criaram as primeiras tribos e as funções eram divididas de acordo com as habilidades de cada indivíduo. Caça, pesca, preparação dos alimentos e todo o necessário para o desenvolvimento das sociedades primitivas. Tudo de maneira instintiva, a fim de garantir a manutenção da espécie. Cada um dando o seu melhor.

Com o passar do tempo, as habilidades foram aperfeiçoadas e os indivíduos se profissionalizaram. Avançamos muito. Desenvolvemos cada setor da nossa sociedade e nos organizamos. Chegando à Era Industrial, essas habilidades desenvolvidas foram cada vez mais apropriadas pelas civilizações para ampliar as capacidades produtivas. Agora, na Era da Comunicação, em que tudo ocorre da forma mais rápida, produtiva e tecnológica possível, o trabalho em equipe é ainda mais essencial. A velocidade das informações faz com que a colaboração seja imprescindível para o aproveitamento das habilidades de cada membro da equipe para o sucesso da organização.

Hoje, 13 de outubro de 2020, às vésperas de mais uma eleição municipal e dois dias após a realização do segundo debate entre os candidatos a prefeito de Montenegro no Jornal Ibiá, quero pedir licença ao caro leitor para falar sobre isso: trabalho em equipe. Eu falaria de outro assunto. Tantas pautas bailam dentro da minha cabeça fervilhante de ideias e questionamentos, que temas para textos de sextas-feiras não me faltam.

Mas essa semana eu precisei mudar. Tive que parar e refletir sobre como uma equipe é fundamental para desenvolver bons trabalhos. Como é incrível podermos contar com pessoas qualificadas e dispostas a se doarem por um objetivo comum. A qualificação e a disposição em prol do grupo mostra-se, mais uma vez, eficaz e insubstituível. Esse é um exemplo do que vem acontecendo durante a cobertura eleitoral, mas, sobretudo, na cobertura do debate entre os prefeituráveis.
Não tivemos apenas duas ou três pessoas envolvidas. Todos os setores precisaram, de alguma forma, contribuir para que o debate ocorresse e, mais ainda, para que tivéssemos uma bela edição extra na quinta-feira, 12. Assim como, mais uma vez no domingo, haverá muita gente trabalhando duro para que o objetivo de levar informação rápida, de qualidade e com clareza seja alcançado com sucesso.

Tem algo que aprendi há cerca de 10 anos, ainda no início da carreira, e faço questão de sempre repassar aos jovens repórteres: jornalismo é sempre uma construção coletiva. Não existe notícia de qualidade feita apenas por uma pessoa. Precisamos da ajuda dos colegas nas suas especialidades. É incrível quando sabemos a quem recorrer quando temos dificuldade em alguma área específica. Isso nos dá a certeza de que, por mais cansativo que o trabalho possa ser – ainda mais em um ano em que uma pandemia tem tomado as páginas do jornal – sempre temos com quem contar. E o cansaço vem acompanhado de um baita sentimento de gratidão e dever cumprido. E que venham os próximos desafios!

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