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Um dos “segredos” mais difundidos por pessoas consideradas de sucesso é que elas sabem exatamente o que querem e lutam por seus objetivos. Isso pode se aplicar em tudo: carreira, relacionamentos, hobbies, férias, a compra de um carro ou uma casa. É só mirar no objetivo e persegui-lo até encontrar a melhor solução.

Lembro quando minha mãe, com dois filhos e tirando seu sustento de uma lanchonete em uma vila de uma cidade do interior do Paraná, construía sua casa. Cada prioridade, cada característica essencial era cuidadosamente planejada. Ela sabia o que queria. Planejava, anotava, pesquisava materiais – se não tinha dado problema em outras casas –, averiguava preço e condições antes de adquirir ou construir daquela forma. Se não atendia todas suas expectativas, então elegia outro e recomeçava a pesquisa.

Tudo foi bastante difícil. Foi suado e, por inúmeras vezes, ela precisou colocar a mão na massa, ajudar a carregar pedras e bater o concreto para poder bancar suas convicções. Mas minha mãe sabia exatamente o que queria. E, quando finalmente a casa estava cheia da nossa vida, ela batia no peito com orgulho para dizer que escolheu cada elemento e que cada um deles foi cuidadosamente pensado. Esse período (que foi longo, diga-se de passagem) me deixou uma grande lição: as escolhas são difíceis. E aquelas que mais impactam nossa vida demandam muito mais esforço. Elas requerem paciência, atenção, pesquisa e, principalmente, saber o que nos é realmente importante.

Bem, as eleições 2020 estão chegando e, como ressalta o slogan do TSE “Seu voto tem poder”, esta é uma escolha que deve ser cuidadosamente planejada. Essa decisão definirá quem administrará a cidade e quem legislará a respeito de nossa vida. Aqueles segundos apertando botões na urna definirão como seremos impactados pelos próximos quatro anos. Então pergunto: por que não aplicar a lógica da construção da casa nas eleições? Personalizar o candidato, ou ao menos definir características que consideramos essenciais, é um bom caminho para votarmos da melhor forma.

O adiamento do pleito nos garantiu mais algum tempo para pensarmos no que é realmente importante. Quais são as tuas prioridades? O programa “Pronto! Falei.” De quarta-feira, 29, apresentado pela diretora do Jornal Ibiá Maria Luiza Szulczewski ao vivo no Facebook, falou sobre as fake news – as famosas notícias falsas. Elas foram determinantes nas eleições de 2018. Com a pandemia e a expectativa de que a campanha seja muito mais virtual este ano, especialistas já apostam que o problema será agravado nas eleições 2020 e a Justiça Eleitoral já planeja o combate às mentiras de campanha. Mas de nada adiantará termos belas iniciativas dos órgãos competentes, se não contribuirmos para o desmantelamento da cadeia de mentiras que polui o processo democrático. Devemos fazer dessa uma prioridade.

A hora de pensar sobre o que queremos dos nossos futuros representantes é agora, mesmo antes de começar, de fato, a corrida eleitoral. Eu já sei que darei preferência à ética, eliminando de pronto aqueles candidatos que espalharem fake news sobre seus concorrentes. Afinal, se alguém é capaz de mentir a respeito dos seus adversários, então essa pessoa é capaz de qualquer coisa – inclusive passar por cima da boa fé e quiçá do bem-estar do seu eleitorado –, para atingir seus objetivos pessoais. Essa pessoa certamente não “joga limpo” e não está pensando na coletividade. E esse tipo de candidato eu já sei que não quero. E você, já começou a pensar no que quer?

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