Quando fui iniciado nos sinistros mistérios da computação, caí de cara em um mundo onde eu tinha uma imagem pré-definida e fui contemplado com algo muito, mas muito melhor. Os conhecimentos adquiridos através da programação, que se compõe de lógica computacional, matemática discreta, estatística e tantas outras áreas incríveis, proporcionaram a esse mero mortal o vislumbre do futuro e suas possibilidades infinitas.

Desde um simples cadastro de cliente ou funcionário, até uma mineração de dados com inteligência artificial gerada por redes neurais, tudo é construído com base na ética, nas boas práticas e num propósito positivo para os anos vindouros da nossa sociedade.

É possível, através da computação, criar robôs que assumem serviços estressantes e de alto risco, liberando o ser humano para trabalhos mais seguros e que causam realização gratificante de verdade. É possível criar formas de entender o nosso próprio comportamento e prever mudanças sociais, econômicas e até mesmo genéticas. E, através da programação, podemos compreender como nossa própria mente funciona e quais as suas limitações, se é que existem, de fato.

O conhecimento dos antigos, secretos e obscuros segredos da programação traz em si, então, muito mais do que apenas o aprendizado sobre algoritmos e lógica computacional. Ele traz informações muito mais profundas de nós mesmos e do nosso futuro em potencial. De como nós, enquanto seres racionais, organizamos e utilizamos as informações que absorvemos constantemente do mundo ao nosso redor.

É claro que essa é a minha visão do conhecimento sobre computação e, sendo eu um fã apaixonado da filosofia, é de se esperar que queira e que sinta a necessidade de ver um aprendizado mais sutil em algo tão prático quanto a programação. Então é possível que nem todos compartilhem desse meu pensar, afinal, como diz a clássica frase, há pessoas que passam em frente a um bosque e só veem lenha para sua lareira.

E você? Você tem o costume de extrair mais do que vê? De buscar um aprendizado mais sutil naquilo que parece tão simples e tão prático? Pense bem: até mesmo ao olhar uma singela cadeira, podemos aprender dela o sentido de equilíbrio e de base firme para apoiar algo. Dessa forma, até o mais simples e ordinário dos itens mostra seu valor intrínseco e sua utilidade no mundo onde vivemos; basta que tenhamos olhos para ver e ouvidos para ouvir.

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