Ontem foi aniversário de oito anos de lançamento de Lady Lake, pela Editora Dracaena. Meu primeiro livro publicado. Ali começava minha carreira como autor, oficialmente. E eu, claro, deslumbrado ao ver meu livro disponível nas maiores redes de livrarias do Brasil, ria à toa. Saraiva, check, Cultura, check, Travessa, check, Nobel, check, Wordery na Inglaterra, check, Barnes & Noble nos EUA, supercheck.

Então era apenas esperar o contrato com a Disney ou qualquer outra grande empresa do cinema para ficar rico e famoso. Só que não.

Literatura é amor, mais do que fama ou dinheiro. Não que seja impossível se tornar super famoso e rico sendo autor. É muito possível; tanto que temos grandes nomes milionários conhecidos no mundo dos livros, como o próprio Paulo Coelho, J.K. Rowling, Stephen King, George R. R. Martin, Dan Brown e, nossa, tantos outros nomes incríveis que tiveram seus livros adaptados para a grande tela ou para séries de sucesso. Isso acontece.

Um dos grandes motivos de isso acontecer é a persistência deles em escrever. Indiferentes do sucesso midiático, todos eles só queriam escrever suas histórias. Contar seus contos e, se fossem lidos, era o suficiente. Eu penso do mesmo modo e espero, no futuro, encontrar o mesmo destino; mas, até lá, escrevo até cansar e, então, escrevo mais um pouco.

Como disse, literatura é amor. O escritor escreve porque ama escrever. Ele quer compartilhar seus mundos, seus pensamentos, seus sonhos. Ele quer ser lido. Apenas isso. E, no fundo, isso basta. O resto é, como dizem, lucro.

A consistência é a estrada para o sucesso midiático. E digo midiático porque sucesso é relativo. Para um escritor que quer compartilhar suas histórias, ter alguém as lendo é sucesso. Ele está atingindo seu propósito. Por isso faço essa separação. E, é claro, eu imagino que todo o autor quer ter também o sucesso midiático, afinal, ter muito alcance significa ter muitos leitores e compartilhar seus escritos com muito mais pessoas.

Hoje, oito anos depois da publicação de Lady Lake, eu conto com uma série de livros que estão se tornando meu carro chefe na literatura: A Saga Draconiana. Fantasia pura, voltada ao adolescente e jovem adulto. O que não impede de ser lido por adultos e crianças.

Com consistência e persistência, estou construindo um público fiel, que gosta do meu texto e, é esse o processo. Ele é lento. Pois é como dizem: O sucesso da noite para o dia leva anos para acontecer. Nem todos os nomes que citei lançaram seu livro e no ano seguinte fecharam contrato para adaptar no cinema (tudo bem, Harry Potter foi assim). E aqui entra outro ponto: O Brasil. O mercado literário brasileiro faz pouco tempo que está abrindo espaço real para autores nacionais. Ainda sofremos o estigma do “autor nacional”. Menos do que antes, é verdade, muito menos. Então é possível vislumbrar um futuro onde os livros brasileiros serão adaptados para as telonas mais rapidamente e mais frequentemente. Torço por isso, não só por mim, mas por diversos colegas autores que publicaram tantos livros fantásticos que mereciam muito uma adaptação cinematográfica.

Por isso o texto de hoje é sobre paciência, persistência e fazer o que se ama, sem parar. Um dia a recompensa vem. Basta que estejamos lá para aproveitá-la, fazendo o que fazemos de melhor: escrever.

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