E se houvesse uma fórmula, um texto, um passo a passo para se conectar com Deus de uma vez por todas e agir em harmonia com Ele, como um só? Pois dizem os mais discretos sussurros nos mais secretos círculos de mistério que algo assim existe. E a esse conjunto de conhecimento é dado o nome de O Livro Vivo.

Dizem que é vivo porque ele é composto de símbolos que dão ao seu leitor um conhecimento diferente a cada leitura. É um texto simbólico em constante evolução, pois trabalha em conjunto de quem lê, falando-lhe diretamente ao Espírito. E, composto de 36 símbolos ou selos, dá a pessoa que os compreende profundamente, 108 significados que, interiorizados no Espírito de quem os lê, faz com que este silencie perfeitamente sua mente animal e se uma com Deus de forma plena.

É claro que algo assim parece ser apenas um mito; ainda mais vindo de sussurros obscuros, passados de boca a ouvido através do tempo. Porém, esses mesmos sussurros dizem que os 36 selos do Livro Vivo foram compostos por aquela mesma indiana da etnia tâmil que citei em outra coluna, chamada Aneela, que era tida como santa, como a reencarnação de Buda ou Vishnu pelas pessoas comuns por onde andava.

Aneela haveria escrito os 36 selos enquanto em êxtase, no momento de sua iluminação. Transcrevendo naqueles símbolos, o caminho mental e espiritual que havia percorrido até aquele momento único, até aquela realidade última da espécie humana. Porém, tudo o que ensinava em suas andanças era apenas o mais puro bem, como amor, compreensão, amizade, humildade, carinho, respeito, empatia e tantas outras atitudes virtuosas que, a partir de sua iluminação, haviam lhe preenchido plenamente ao ponto de não dar espaço para pensamentos viciosos. Ela havia atingido aquela realidade última: a união perfeita com Deus.

Como seres humanos, nós deveríamos seguir os melhores exemplos de humanidade, em busca daquele constante aperfeiçoamento que sabemos ser um dos objetivos da nossa existência para, através dele, podermos derramar ao mundo aquela luz que recebemos dos planos mais altos, servindo como conduítes da ação de Deus na Terra.

Assim, enquanto não conseguimos decifrar os 36 selos do Livro Vivo de Aneela, sabemos, através de seus ensinamentos, que praticando aquelas ações virtuosas citadas e, mais que isso, interiorizando-as, sentindo-as no mais profundo do ser, como obrigações elementares, poderemos nos aproximar do ser humano que um dia ela foi (ou ainda é). Somente assim galgaremos aquele desejado próximo passo em direção ao divino, à união plena com Deus; onde toda a ilusão individual cessa e a Verdade Absoluta se manifesta claramente.

Reza a lenda, teria a própria Aneela comparado esse passo em direção ao divino a uma pessoa que, afogando-se, levanta sua mão para que seja alcançada e salva por aquela que já se encontra fora da água. Tudo começa com esse ‘levantar de mão’, esse sinal de querer se salvar, de querer seguir em frente, de querer essa união plena com Deus. Pois esse é, segundo Aneela, o único meio, o único caminho, ensinado pelos maiores mestres, e pelo maior dos mestres, para estar na presença de Deus e cumprir efetivamente nossa existência como seres humanos. E você? Já levantou sua mão hoje?

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