E já chegamos ao fim de 2021. Que loucura que foi esse ano que passou; aliás, os últimos dois E como essa é a minha última coluna antes da virada, gostaria de compartilhar alguns pensamentos sobre o ano que chega no sábado. 2022, se fôssemos nos ater à numerologia, é um ano de número 6 (as somas das unidades que compõem o ano), que é o algarismo da harmonia, pois simboliza o Selo de David e, sendo assim, é o equilíbrio de dois triângulos, que representa o número 3, o número místico por excelência. Também é um ano par, que traz atividade, energia, desenvolvimento e expansão.

Okay, eu não acredito em numerologia, mas podemos tirar algum aprendizado aqui: 2022 é um ano em que retomamos o controle de nossas vidas, encaminhando-se para o final da pandemia. Já temos vacinas que, mesmo com a negação ignorante de muitas pessoas sem nenhuma base além da própria opinião, vemos os efeitos práticos (amparados por extensos estudos científicos das mais diversas instituições) da redução brutal do número de mortes pelo mundo todo. 2020 foi um ano de muito sofrimento, medo, dor e, assim, 2021 tornou-se um ano de muito amor, compaixão, solidariedade e apoio. 2022 será um ano de muitas mudanças, certamente, não apenas no modo de vida das pessoas, mas na forma de pensar sobre a própria vida.

Que em 2022, possamos enxergar melhor as pessoas, vê-las por dentro, como seres humanos, e nos compadecer de suas dificuldades e sofrimentos, pois são como você e eu. Dentro delas pulsa uma vida maravilhosa, dada pelo Eterno. Mesmo aquela pessoa que é má, tem algo de bom; e aqui não me refiro a passar pano para o bandido, mas entender que, mesmo dentro dele, há de ter algo de bom. Pois a vida é boa. Que nesse novo ano, possamos, ainda que não devamos, julgar as pessoas pelas suas ações, que são o verdadeiro reflexo do seu caráter, e não por suas considerações políticas ou religiosas. Conheço muitos “extremistas de direita” que fazem indispensáveis e maravilhosos trabalhos sociais, e conheço muitos “extremistas de esquerda” que estão sem nenhum escrúpulo, enriquecendo a custa dos outros. E o inverso também, diga-se de passagem. Ideologia política não define caráter, e nem dá a dica de como ele pode ser. Basta conviver diariamente, verdadeiramente, com essas pessoas para ver isso. Portanto, conheça as pessoas por suas ações, pois diz o ditado, valem mais que mil palavras.

Que em 2022 possamos ver além da pele, além da etnia, além das fronteiras. Ver o ser humano como ele é: humano. E entender que todas as nuances externas, não deveriam importar para você, tanto quanto não importam ao verme que, como diria Machado de Assis, roerá sua carne no fim da vida. Pois, como diz aquele outro ditado, no fim do jogo, rei e peão vão para a mesma caixa.

Por isso vamos fazer desse novo ano um momento de grandes mudanças positivas. Cada um fazendo a sua parte, para que o conjunto possa trazer transformações globais e perpétuas. Que esse novo ano seja o seu, o meu, o nosso AnoNovo. E que tudo o que passou de ruim, fique para trás. Que esse ano que se inicia, reinicie também nossa humanidade. Feliz Ano Novo!

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