Há sete anos eu comecei a aplicar normalmente uma prática muito interessante que visa trincar a máscara que todos colocam ao levantar da cama. Ao trincar essa máscara podemos ver, de relance, uma fração do que a pessoa realmente é. É um processo complexo, que envolve volatibilidade, molde e leitura corporal. Uma adaptação em tempo real às respostas do interlocutor, aliada a certo conhecimento da natureza humana.

Você jamais vai conhecer uma pessoa de verdade até que lhe rompa a máscara… ou a veja sem ela. E você também nunca vai conhecer a natureza de uma pessoa através do estímulo do que há de melhor nela. Pelo contrário, é através dos seus vícios que conhecemos alguém. Fomentando os vícios humanos básicos podemos fazer com que a pessoa, ou ceda a eles, ou lute contra eles.

De qualquer forma, é nesse momento que a mente se externa, por um tempo, e se mostra como realmente é. E então nós podemos vislumbrar a verdadeira natureza daquela pessoa e conhecê-la um pouco melhor. Assim você finalmente consegue ver se aquela pessoa é uma boa candidata para se ter por perto nos círculos de amizade. Se é realmente uma pessoa com mais virtudes do que vícios.

No mundo de hoje, repleto de redes sociais, a imagem falsa está muito forte e é mais complicado de trincar essa máscara. Mas não é impossível. E, muitas vezes, o resultado é positivo. As pessoas, em sua maioria, ainda são boas.

Aqueles que me conhecem nos círculos mais internos, sabem como sou apaixonado por leitura corporal, microexpressões e tudo o que envolve o estudo da mente e do comportamento humano. O ser humano e toda a sua complexidade me fascinam, e poder aplicar esse tipo de conhecimento e vislumbrar nem que por um momento a verdadeira natureza dele, é incrível.

Existem aqueles seres humanos que são podres por dentro e aqueles que são luz. E também tem aqueles que são cinza. A maioria é cinza, poucos são luz, mas, felizmente, só a minoria é podre.

Antigamente, muito antes de redes criptografadas e não indexadas como a Onion, Freenet e outras serem conhecidas pela famosa “deepweb”, eu navegava nelas aleatoriamente, topando com todo o tipo de coisa. De coisas lindas a coisas tão grotescas que nem meu maior pesadelo poderia conceber. E assim você consegue ter uma ideia do quão diverso é o ser humano, que pode ser muito bom, como também brutalmente mau.

Nos dias de hoje, colocar o ser humano em cheque, obrigando-o a externar sua natureza, nesse caso, torna-se imprescindível para poder criar ou não laços de amizade. Com a coroação da falsa imagem, do fortalecimento da máscara que todos usam, fica cada vez mais complicado de se abrir e fazer novas amizades com pessoas que realmente serão faróis de luz em sua vida e, convenhamos, ninguém quer amizade com pessoas podres por dentro.

Por isso não tenha medo de apertar as pessoas, de lê-las friamente e ver como vão se comportar. Se a pessoa for virtuosa, você pode ter uma surpresa muito boa, e fazer uma amizade realmente positiva e, caso a pessoa seja podre, você já pode começar a se distanciar.
Não perca tempo com máscaras. A vida é muito curta para ilusões. Seja você mesmo, seja mais humano.

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