Há algumas colunas atrás, eu disse que era eclético e ouvia muita música, dos mais variados cantos e estilos do mundo. E, por isso, hoje vou falar de música, aliás, mais precisamente da inspiração que ela gera.
Não é segredo que muitos músicos se inspiram em fatos, lembranças, histórias e até mesmo filmes, livros, séries e HQs para compor suas obras e, claro, o inverso também é verdade. Não são poucos os autores e escritores que se cobrem de inspiração a partir de músicas para construir suas histórias, seus personagens e tramas. Eu, obviamente, como autor, não sou a exceção.

A inspiração é um momento mágico. É um insight que vem em um estalo de dedos e, se não bem reservado, vai embora do mesmo jeito. Esse presente soprado aos nossos ouvidos pelos lábios do universo quase sempre produz obras maravilhosas e cheias de originalidade, ainda que inspiradas por outras peças que já existam.
Já revelei em algum momento que, quando escrevi a série de A Saga Draconiana eu ouvia k-pop; mas também ouvia pop russo, japonês e música tradicional chinesa, dentre outras. Cada música, cada estilo, levava-me a um momento, a uma característica ímpar de um dos meus personagens. Uma das criações do último volume da Saga, por exemplo, nasceu ao som da música “Sparta”, da banda de power metal “Warkings”. Vejam só, nem só de k-pop vive o homem.

A música tem esse poder de nos jogar em um lugar mágico, repleto de emoções e, assim, muitos pensamentos são evocados com base nessas experiências sensoriais; esses pensamentos, somados ao imaginário do ouvinte, fundem-se e se transformam em ideias, plots, enredos e tramas das mais simples às mais sofisticadas.
Até hoje, sempre que ouço a música “don’t release my hand” do grupo russo “Yin-Yang”, rapidamente me vem à mente uma das protagonistas da minha série de livros, chamada Helena. O mesmo ocorre com os grupos coreanos e suas músicas: “2NE1” (“Clap your hands”), “Itzy” (“Wannabe”), ou “Everglow” (“Dundun”), que me remetem diretamente à sua associação com memórias de escrita e da criação de algumas personagens.

E vocês? Quais as músicas lhes inspiram a criar, pular, levantar cedo ou se encher de energia? Quais são aquelas obras que fazem com que você vire uma vertente de ideias que precisam ser postas em prática? A música realmente move as pessoas e, claro, pessoas movem o mundo. Esse é o poder da música.
Ouça a música que quiser, o estilo que for, de qualquer lugar do mundo, pois se ela lhe inspira a fazer algo pela humanidade, certamente é uma obra magnífica. Por isso inspire-se e inspire!

Deixe seu comentário