João Pedro (E) e Wellington Paulista foram apresentados na semana passada

Pegar um clube do zero, remontar uma comissão técnica desde os profissionais de apoio, incluindo a assessoria de imprensa, até um treinador, e contratar 23 jogadores em menos de um mês em uma época de final de ano em que os negócios entram em recesso classificam o quadro como “estado de guerra” ou “estado de exceção”. Para se ter uma ideia, ele observa que o trio responsável pelo futebol costumava trabalhar cerca de 20 horas em dezembro. “Era cochilar um pouco e dormir”, detalha Maringá.

O nível de compromisso e responsabilidade entre Maringá, Rui Costa e Nivaldo era tanto que algumas histórias curiosas foram vivenciadas no período mais crítico das negociações. Momentos antes do Réveillon, ocorreu uma delas. “O Rui me ligou pouco antes da virada. Achei que era para me desejar feliz Ano-Novo. Não era: ele queria saber a minha opinião sobre determinado jogador”, descreve.

A perda de profissionais fez com que a Chape oportunizasse espaço de crescimento para quem trabalhava com a base. O novo massagista foi promovido das categorias inferiores, assim como o roupeiro. O fisiologista foi trazido de Santa Maria. O supervisor é de Curitiba, enquanto o auxiliar de preparação física é de Londrina. Com isso, a equipe de apoio começava a ser remontada.

Apesar das dificuldades para esta temporada, o horizonte de 2017 apresenta oito competições oficiais – Catarinense, Libertadores, Copa do Brasil, Primeira Liga, Brasileirão, Copa Suruga, Recopa e Taça Joan Gamper – com a expectativa de fazer, no mínimo, 70 jogos. Se passar para fases finais em todas elas, a Chape supera facilmente a marca de 80 partidas.

Por conta disso, Maringá coloca como meta passar da fase classificatória da Libertadores, conquistar o Estadual e se manter entre os melhores do Brasileirão. “Temos que manter o time forte e nos trilhos”, acrescenta o diretor de futebol. Ele entende que é um desafio para todos que trabalham no clube montar um plantel em menos de um mês. “Só vamos coroar com o sucesso. As vezes, o melhor não é o suficiente, mas vamos enfrentar com coragem”, destaca.

O dirigente alerta que será preciso estar preparado para eventuais cobranças, já que uma série de três resultados negativos em um intervalo de uma semana pode colocar o trabalho em xeque. Ele defende que, com sabedoria e coragem, conseguirá ultrapassar tais situações, lembrando que motivação não vai faltar no vestiário. Aliás, assegura que a alegria está de volta ao espaço, tanto que já liberou que os jogadores ouçam música no ambiente, assim como as brincadeiras saudáveis podem e devem ser feitas.

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