De acordo com os números da epidemia, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Mesmo em queda, os dados preocupam. Foto: reprodução internet

De acordo com o novo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, no período de 2014 a 2017, houve uma redução no coeficiente de mortalidade no Rio Grande do Sul, que caiu de 10,6 óbitos por 100 mil habitantes, em 2014, para 9 óbitos em 2017, o que representa uma redução de 15%. Em relação aos casos, desde o ano de 2014, também observa-se uma queda da taxa de detecção da doença no Rio Grande do Sul. Eram 39,5 casos por cada 100 mil habitantes, em 2014, e, em 2017, são 29,4 para cada 100 mil habitantes, o que representa uma redução de 25,5%.

No total, 21 estados apresentam redução na taxa de mortalidade. Em relação ao Brasil, também é percebida queda no número de casos e óbitos. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a diminuição, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. Os dados foram apresentados no dia 27 de novembro durante a celebração dos 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids, em Brasília.

Dados no Brasil
No país, em quatro anos, a taxa de mortalidade pela doença passou de 5,7 por 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8 óbitos em 2017. Os novos números da epidemia revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção da doença era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foram 18,3, queda de 15,7%. Na comparação com 2014, a redução é de 12%, saiu de 20,8 para 18,3 casos por 100 mil habitantes.

O Boletim também traz a diminuição significativa da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebê reduziu em 43% entre 2007 e 2017, caindo de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes. Isso se deve ao aumento da testagem na Rede Cegonha (estratégia do Ministério da Saúde), que contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes. Em 2017, a taxa de detecção foi de 2,8 casos por 100 mil habitantes. Nos últimos 7 anos, ainda houve redução de 56% de infecções de HIV em crianças expostas infectadas pelo HIV após 18 meses de acompanhamento. Os dados mostram que 73% das infecções de HIV ocorrem entre o sexo masculino, sendo que 70% dos casos na faixa de 15 a 39 anos.

Campanha
O Ministério da Saúde lançou uma nova campanha publicitária em alusão aos 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data foi instituída em 27 de outubro de 1988 pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde, cinco anos após a descoberta do vírus causador da aids, o HIV.

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