Com as altas temperaturas, que favorecem a proliferação de fungos, doenças como a candidíase se tornam mais frequentes nesse período do ano . Foto: reprodução internet

Termômetro nas alturas, sol escaldante e muito calor. Na estação mais quente do ano o desejo de muitas mulheres é um só colocar um biquíni e aproveitar o clima junto à praia e a piscina. Mas o verão exige cuidados redobrados com a saúde ginecológica. Isso porque é nessa época que doenças como a candidíase são mais frequentes. O clima quente é ideal para a proliferação de fungos e bactérias, por conta da transpiração íntima ser maior do que no restante do ano.

“A candidíase é causada por um fungo que, juntamente com outros micro-organismos, fazem parte da flora vaginal normal. Algumas situações que causam um desequilíbrio dessa flora fazem com que o crescimento desses micro-organismos ocorra, de forma além do normal, causando sintomas como secreção [corrimento], prurido [coceira] e/ou ardência vaginal. Chamamos isso de vaginose fúngica ou bacteriana”, explica a ginecologista Ana Claudia Siqueira.

Alguns hábitos podem influenciar no surgimento do problema, como o uso de roupas que acabam causando mais calor e consequentemente aumentando a umidade na área genital, assim, a temperatura aumenta. Além disso, nos passeios que incluem piscina e praia, é muito comum ficar com o biquíni molhado nas horas após o mergulho. Essa atitude também contribui para alterar as condições físicas da região, abrindo o caminho para a proliferação de micro-organismos prejudiciais à saúde.

Ana Claudia Siqueira.

De acordo com a especialista, outros fatores que também podem influenciar é uso de alguns antibióticos, diabetes (a elevação do açúcar no sangue favorece muito a candidíase vaginal), estresse agudo importante ou situação de enfermidade (que podem causar diminuição da imunidade), uso de produtos na região vaginal que possuam perfumes ou quimicamente muito concentrados.

A dica para evitar o problema é optar por tecidos naturais e roupas com caimento mais leve no verão. Quando for à piscina ou praia, é importante levar um biquíni reserva para trocar depois do banho – para evitar a umidade excessiva do local. Se ocorrer alguma alteração, como corrimento ou coceira local, é preciso procurar um ginecologista.

Cuidados essenciais que podem evitar o surgimento do problema:
-Não abafar a região genital e evitar uso de protetor diário. Para quem usa habitualmente, a dica é retirar gradualmente, se precisar, troque a roupa íntima mais de uma vez ao dia;
-Dormir sem calcinha ajuda muito na transpiração da região genital;
-Evitar usar roupas muito apertadas e principalmente, calças com tecidos sintéticos, como legging, por exemplo. Após atividade física, trocar a roupa que ficou molhada de suor;
-Não usar nada perfumado na região genital;
-Preferir papel higiênico neutro, de cor branca e sem qualquer tipo de perfume;
-Evitar uso de sabonete na região genital, até mesmo os sabonetes líquidos, chamados íntimos. O ideal é fazer higiene íntima com muita água e no máximo, um sabão de glicerina suave;
-Usar roupas leves e calcinhas que não sejam 100% elastano;
-Na alimentação: evitar muitos doces e carboidratos.

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