Raffael tem cinco anos, muita energia e adora subir nas árvores da pracinha

A tecnologia tem se tornado cada vez mais acessível e pode parecer difícil tirar as crianças da frente da televisão ou do celular para um passeio ao ar livre, em família, mas a tarefa não é impossível. No dia a dia corrido da maioria das pessoas, não é fácil tirar um tempo para aproveitar mais perto da natureza com os pequenos, mas para quem quer, um domingo à tarde pode ser muito proveitoso em alguma praça ou parque da cidade. Em Montenegro, alguns familiares estão levando como hábito passear com as crianças ao fim da tarde, no tempo livre.

Familiares destacam a importância de oferecer bastante água na hora da diversão dos pequenos

Praça dos Ferroviários é point de avô e neto aos domingos
Rovani Selba da Silva, 71, é avô de Raffael Costa Mendonça, 5, e há cerca de dois anos leva o neto para se divertir na Praça dos Ferroviários no domingo a tarde. Ele conta que a praça que frequentavam anteriormente era a do bairro São João e que o horário se mantém: sempre depois das 16h no verão, pois é quando o sol está mais fraco e o clima mais ameno.

Silva comenta que Raffael é muito elétrico e adora ir para a pracinha. “Ele não para um segundo. Às vezes, durante a semana, ele me pergunta se já é dia de ir para a praça, aí eu falo quantos dias faltam”, conta. Raffael comenta que adora a pracinha e nem pensa muito para afirmar que não tem um brinquedo ou atividade favorita. “Eu gosto de tudo daqui”, pontua, direto.

Rovani não abre mão da água na hora de sair de casa com Raffa e relembra a importância da hidratação na hora de brincar. “Na minha época a gente não levava água junto, nem pedia, nem lembrava. O Raffael sempre traz e toma bastante. É bom, importante”, afirma.

O avô diz que o pequeno gosta bastante de celular, que tem o seu próprio, mas que o foco é levá-lo sempre para passear, porque quando está ocupado, deixa o aparelho de lado facilmente. “Em casa tem que dar o celular para ele sossegar um pouco, né? Já aqui, ele interage com a natureza, com as outras crianças, faz amizades e daí é só festa”, salienta.

Acompanhado da avó, Carlos Miguel de apenas 3 anos adora o escorregador

Estação da Cultura é um ótimo lugar, mas precisa de mais atenção
Inácio Fabiano Franke, 6, costuma brincar na Estação da Cultura nos fins de semana. Acompanhado dos pais Fabiane, 38, e Magnus Fabiano Franke, 36, ele faz bom uso de todos os brinquedos do local, mas conta que gosta muito do gira-gira.

A mãe do pequeno conta que em casa Inácio é resistente ao sair por querer ficar sempre no celular. “Mas sempre que podemos, diversificamos isso. Estamos conseguindo mudar aos poucos”, acrescenta o pai.

Fabiane afirma que adora o espaço da Estação, mas que algumas melhoras poderiam ser providenciadas. “Acho que podia ter mais bancos com mesinhas pra gente sentar aqui na sombra, poder lanchar algo. Além disso, eu acho que a presença da Brigada Militar aqui seria excelente. Eu acho que quando as pessoas se sentirem seguras aqui, aí sim vão vir para cá. Não adianta a BM passar aqui pela frente. Eles poderiam vir, se fazer presentes até um certo horário, porque de noitinha deve ser meio perigoso”, sugere.

Inácio frequenta a Estação da Cultura com os pais em alguns domingos, sempre no fim da tarde

Magnus concorda e relembra que o espaço poderia ser melhor utilizado com academia ao ar livre, por exemplo. “Até em Triunfo, uma cidade bem menor, já tem academia nas praças. Olha o espaço que tem aqui. A gente poderia ter sim”, finaliza.

Já Janete da Maia Picoloto, 51, é avó de Carlos Miguel de Oliveira, 3, e conta que de vez em quando também frequenta a Estação da Cultura com o menino. “É muito melhor vir pra cá do que ele ficar em casa na frente da TV, né?”, comenta.

Carlos Miguel, apesar de muito novo, é espuleta e conta que seu brinquedo favorito é o escorregador, mas sempre leva a bicicleta junto para dar umas voltas. “Eu gosto muito dela, olha, ela é grande”, conta, animado. Janete, assim como o avô de Raffael, reitera a importância da água ao sair com as crianças. “Sempre trazemos uma água ou refri, mas água é melhor”, pontua.

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