Além de gerar desafios na área da saúde e da economia, a pandemia do novo coronavírus acarretou também mudanças no dia a dia de todos. A rotina foi alterada, e agora o distanciamento social não é uma escolha, mas sim uma necessidade para evitar o contágio descontrolado. Diante disso, é natural surgirem sentimentos como tristeza, angústia, medo e ansiedade. Mas segundo especialistas, mesmo assim é possível enfrentar a situação com leveza e de forma saudável.

O distanciamento social faz com que a rotina – amada por muitos e odiada por outros – se desestruture, e com mais tempo ocioso pensamentos negativos e destrutivos podem tomar conta. De acordo com a psicóloga Milena Bitencourt, como não há prazo para o término do isolamento, ainda mais angustiante e ansiogênico este período se torna. “O afastamento das pessoas da família, o não saber como o outro está, o que pode acontecer em termos de saúde ou economia, mais a enxurrada de notícias negativas, tudo isso junto pode ser demais para a pessoa”, fala.

Mas coisas simples podem auxiliar neste momento segundo a profissional. Um recurso essencial segundo ela é evitar o consumo excessivo de conteúdo sobre a pandemia. “Devemos nos manter informados, e para isto, assistir UM telejornal apenas ao dia já é o suficiente”, comenta.

Outra ação recomendada por ela e também pela psicóloga do Espaço Sesc + Saúde de Montenegro, Anne Cristiane de Freitas, é praticar o autocuidado e aproveitar o tempo livre para realizar atividades que relaxem, acalmem e proporcionem momentos de prazer. “Se engajar em atividades positivas, adotar uma nova rotina (mesmo para quem não está fazendo o homeoffice) é muito necessário. Manter horários para dormir, acordar, se alimentar. Aproveitar as mídias sociais para se conectar às pessoas, preferencialmente via vídeo, que aproxima mais as pessoas. Atividades físicas e leituras sempre serão benéficos”, recomenda Milena.

Os cuidados com a alimentação e com o corpo ajudam a reforçar a imunidade, assim como a preocupação com a saúde mental. “Quando a gente se debilita mentalmente, a imunidade também baixa, então é importante se manter forte e buscar apoio”, alerta Anne.

Outra dica é utilizar ferramentas tecnológicas a nosso favor. “Praticamente todos os celulares tem câmeras, podemos usar isso para conversar, ver o rosto do outro; mandar áudios ou vídeos. Temos possibilidade de fazer exercícios de respiração (meditação), o que ajuda a manter níveis de ansiedade mais controlados”, explica Milena. Manter contato com pessoas com quem possa conversar e se abrir é altamente benéfico.

Covid-19: Dicas para aliviar o estresse e a ansiedade
– Busque informações sobre a doença, mas evite fazer isso de forma excessiva, pois pode gerar mais ansiedade e angústia;
– Mantenha contato com familiares e amigos pelas redes sociais;
– Compartilhe mensagens de fé e esperança;
– Desenvolva a empatia, o autocuidado e o cuidado com o próximo;
– Converse com as crianças, explique sobre a doença de forma lúdica e acolha seus medos;
– Pratique atividades físicas, leia livros, assista a filmes e séries e procure fazer atividades que proporcionem prazer, relaxamento e tranquilidade;
– Aproveite esse período para se reinventar e buscar recursos internos para enfrentar esse momento;
– Se você identificar que precisa de ajuda, procure profissionais de saúde. Há profissionais atendendo à distância neste momento para ajudar quem estiver necessitando.

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