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Nutricionista e coaching nutricional Zuraica Pires afirma que tem, sim, como comer chocolate de maneira saudável e equilibrada. Foto: arquivo pessoal

A Páscoa está aí, e é normal dar aquela escorregada na dieta nesta época. Bombons, ovos, doces… É quase impossível resistir às tentações. Mas, sim, há como consumir o alimento de maneira saudável e consciente. A nutricionista e coaching Zuraica Pires traz algumas dicas especiais para quem não quer perder a linha – ou retornar à rotina saudável após cometer algum doce pecado alimentar.

“Comer ou não comer chocolate? Lógico que sim! Pensamos sempre nele como algo que nos gera prazer. Independentemente da idade, classe ou sexo de uma pessoa, se você der um chocolate a ela, seja de boa ou má qualidade nutricional, o semblante de satisfação, bem-estar, alegria aparecerá em seu rosto”, comenta.

Contudo, a orientação de Zuraica para quem não pretende deixar o chocolate de lado, é a busca por composições com maior teor de cacau, entre eles o meio amargo e amargo, com 70 a 85% de cacau. Essa atitude beneficiará o organismo de uma forma geral. “Quanto mais quantidade desse alimento natural, mais saudável e mais benefícios esse chocolate terá. Maior nível de antioxidantes, menor teor de açúcar, gorduras e toxinas estão entre eles”, informa.

De acordo com a nutricionista, estudos comprovam que a grande presença de antioxidantes no cacau ajudam no bom funcionamento do corpo, combatendo, por exemplo, a ação dos radicais livres no organismo. “Endorfina e dopamina, hormônios do prazer, também são ativados quando uma pessoa consome o chocolate”, diz.

Mas há quantidade máxima recomendada e horário ideal para consumo do doce? Sim, segundo a nutricionista, 20 gramas por dia, preferencialmente após as grandes refeições como almoço ou janta. “Se eu comer após uma dessas refeições, estou ingerindo o chocolate junto com proteínas, fibras e carboidratos. Aí esse açúcar vai ser metabolizado de uma forma mais lenta. Em um período de jejum, por exemplo, a ingestão do doce fará com que o pâncreas produza rapidamente uma quantidade de insulina. Com isso ocorrerá um pico glicêmico, e, após, uma redução brusca dessa insulina. Consequentemente após 1h ou 2h a pessoa terá mais vontade de consumir o alimento, criando um ciclo vicioso”, explica.

Equilíbrio sempre

Na nutrição comportamental não existe a frase “não comer”. Existe “comer de forma intuitiva, equilibrada”. Isso significa degustar o alimento, saborear, perceber o cheiro, aroma, paladar. Não simplesmente engoli-lo, pensando apenas nas consequências com o peso, destaca Zuraica.

Essa consciência alimentar, segundo a profissional, é um hábito importante para que o consumo de alimentos seja feito de forma saudável, inclusive na Páscoa. “É necessário entender que num processo de emagrecimento não é o chocolate que engorda alguém, e nem será a Páscoa. São os erros contidos ao longo do dia, da semana, do mês… ao longo do ano. A pessoa não engordou 10 kg, 20 kg na Páscoa, foi ao longo da vida”, enfatiza.

O principal é traçar e manter o planejamento alimentar, sem culpas

“Primeiramente, a pessoa precisa saber qual a relação tem com o doce. Como ela se relaciona com o chocolate. Perguntar-se toda vez que o consome, se ele remete a uma fase específica da vida. O chocolate vai além da Páscoa, ele tem um sentimento envolvido. O coach ajuda a identificar esse comportamento, essas memórias relacionadas ao alimento. Entendendo ele, é possível traçar um plano de ação”, diz.

Com o plano de ação, conforme afirma Zuraica, a pessoa passa a organizar sua rotina de alimentação, consciente de suas escolhas e ocasiões alimentares. Assim, a modo de que o hábito alimentar torne-se aliado nos objetivos de vida, sejam eles de saúde ou emagrecimento saudável. “É saber que tem um chocolate em casa, mas organizar em qual momento irá consumi-lo. É importante saber todos os roteiros. Sobrou muito chocolate da Páscoa? Tá, mas o que eu posso fazer com ele? Congelar, doar, fracionar? Tirar do meu campo de visão para não comer?”, ensina.

Para o termo pé na jaca, ela diz ser uma crença limitante, que faz a pessoa pensar que porque está de dieta não pode comer certos alimentos. “É importante, também, a questão do bom senso. O chocolate vem em um momento de alegria, felicidade. Por que eu vou trazer danos à minha saúde por ingerir errado? Se tivermos um equilíbrio com chocolate, passamos naturalmente a Páscoa, aproveitando o real motivo da data”, conclui.

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