Orgulhosa, Patrícia Azevedo de Almeida, mostra os lenços que se tornaram símbolo de sua luta contra câncer

O câncer de mama é o tipo mais comum no Brasil e no mundo, responsável por cerca de 28% dos casos novos da doença a cada ano. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência aumenta muito. Para quem enfrenta a doença, a vida passa a ser encarada sob uma nova perspectiva, como conta a técnica de enfermagem Patrícia Azevedo de Almeida, que enfrentou a doença há dois anos.

Ela comenta que sempre teve muito cuidado com o próprio corpo e realizava o autoexame da mama periodicamente, porém, no ano de 2016, sentiu um desconforto em um dos seios, quando tinha 33 anos. “Eu percebi um pequeno caroço dolorido na mama direita, era uma sensação parecida com aquela quando você machuca e fica roxo”, recorda Patrícia. “Rapidamente eu marquei consulta com meu médico, fiz os exames e em dez dias já tinha o resultado.”

Com os papéis em mãos, a técnica de enfermagem sabia que, dependendo do resultado, sua vida tomaria outro rumo. Ela relembra do sábado incomum no qual recebeu o diagnóstico definitivo. “Aquele dia foi muito estranho porque coincidiu com a festinha do Dia das Mães na escolinha da minha filha, na época com 3 anos”, disse. “Quando recebi o exame e abri, eu sabia o que estava lendo por conhecer a linguagem técnica, mas por algum motivo, eu simplesmente ignorei e só fui buscar saber qual era o tipo de câncer no final do dia, quando bateu o desespero e eu tive a sensação que iria morrer”, completa Patrícia.

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Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura do câncer é de 95%, já quando descoberto mais tarde essa taxa reduz para 50%. Consciente dos perigos que envolviam a doença, entre o diagnóstico e o inicio do tratamento, em menos de um mês Patrícia já estava operada. Além da cicatriz da cirurgia, 16 sessões de quimioterapia, picos de depressão e muitas incertezas passaram a acompanhá-la. “Por conta dos efeitos colaterais dos medicamentos, tinha dias que eu tinha vontade de cavar um buraco e me enterrar viva, por isso, evitada ficar em casa e buscava ocupar o tempo”, conta.

“90% do meu tratamento foi o amor da minha família e minha fé”
Foi com o apoio da família que Patrícia de Azevedo de Almeida conseguiu atravessar um dos momentos mais delicados de sua vida após o diagnóstico do câncer de mama. “A minha mãe, meu pai, meu marido e o desejo de poder criar minha filha foram as coisas mais importantes naqueles dias”, destaca. “90% do meu tratamento foi o amor da minha família e minha fé”, disse. “O amor cura”, completa.
Ao ser questionada sobre os maiores desafios durante o processo, ela revela que imagina algo pior. “Eu achei que o tratamento seria mais difícil, mas no meu caso não foi, embora tenha ocorrido perda de cabelo, o que muitas mulheres não aceitam, mas para mim, isso não me atrapalhou de forma alguma”, acrescenta a técnica de enfermagem.

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