Amamentação reduz riscos e doenças e estreita o vínculo entre mãe e bebê. Foto: reprodução internet

Agosto Dourado. Assim é chamado o oitavo mês do ano, que recebeu esse nome para lembrar a importância da amamentação. O leite materno é considerado um alimento padrão ouro: Tem todos os nutrientes necessários e oferece a imunidade que o bebê precisa. E tem mais: a Semana Mundial do Aleitamento Materno desse ano segue até esta sexta-feira, 7.

Para marcar não só o Agosto Dourado como também a semana mundial, a Secretaria da Saúde (SES) em conjunto com o Conselho Regional de Nutricionistas 2ª Região (CRN-2) promoverá alguns seminários com diversos temas e também debates sobre o assunto. Neste ano, o tema será “Apoie a amamentação por um Planeta Saudável”, trazendo a amamentação para o contexto da sustentabilidade.

Em tempos de coronavírus, a programação será um webinário inteiramente on-line e ao vivo, além de gratuito e aberto a toda população, sem necessidade de inscrição prévia. No Rio Grande do Sul os seminários iniciaram no dia 5 e ocorrem também nos dias 12 e 19. Você pode conferir a transmissão ao vivo do segundo dia em facebook.com/conselhonutricionistas2 (o primeiro dia também está disponível nesse link). Já o último dia será apresentado através do http://facebook.com/pimrs. Esse será acessível em libras. Ainda, o Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), no centro de Porto Alegre, receberá iluminação dourada durante as noites até o dia 7, a fim de chamar ainda mais a atenção para a amamentação.

Amamentar por amor, mas também saúde
A montenegrina e atual moradora de Encantado, Eduarda Dias Vieira, 30, mãe da pequena Isabella Vieira Rosa, de apenas cinco meses, não abre mão da amamentação. Para ela, a importância é não só emocional, mas vital. “É super importante esse momento que temos contato pele a pele. É tão lindo ver ela me olhando enquanto mama, sentir a mãozinha no peito demonstrando carinho. Sem contar que no leite materno ela tem todos os nutrientes necessários para sua alimentação.”, pontua.

A nutricionista Denise Garateguy destaca pontos importantes sobre a amamentação nesse momento de incertezas. Foto: arquivo Jornal Ibiá

A nutricionista montenegrina Denise Garateguy explica Eduarda está correta em sua colocação. O aleitamento materno traz muitos benefícios para a criança. “Eles têm reflexo até a vida adulta, reduzindo riscos e muitas doenças. Além disso, a amamentação estreita o vínculo entre mãe e bebê”, pontua. O leite materno deve ser o único alimento dos bebês até completarem seis meses de vida e é recomendado até os dois anos de idade.

Denise pontua que os benefícios são muitos. Para o bebê, protege contra diarréias, infecções respiratórias e alergias, além de diminuir o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, por exemplo. “Há evidências científicas de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. E ainda: estima-se que ele poderia evitar 13% das mortes em crianças menores de cinco anos em todo o mundo por causas evitáveis”, afirma.

Já para a mãe, ela explica que a amamentação propicia um maior gasto calórico, reduzindo o peso mais rapidamente após o parto. “Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto. Também reduz o risco de diabetes e de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário”.

Eduarda pretende amamentar Isabella até quando a pequena não quiser mais ou não tiver mais leite. Foto: arquivo pessoal

Amamentação durante a pandemia?
Mesmo em tempos de pandemia, a amamentação é recomendada pelo Ministério da Saúde. Não existem contraindicações da amamentação em relação à Covid-19 até o momento. Ainda não há evidência científica de que o vírus possa ser transmitido através do leite materno. Eduarda relata momentos complicados em que ela e o marido Erasmo Rosa, 28, estiveram com vários dos sintomas da Covid-19 quando Isabella ainda tinha apenas 30 dias de vida. Mesmo assim, não desistiu da amamentação e seguiu com uma série de cuidados reforçados.

Ela acredita que o casal, mesmo não testando, teve a doença. “Quando ela nasceu estourou o Covid-19. Tanto eu quanto o pai dela perdemos o olfato e o paladar e ficamos 14 dias em isolamento. Tivemos todos os cuidados com ela e com o irmão Gabriel, de cinco anos. Usamos máscaras para manusear ela em todos os momentos, inclusive para amamentar. Sempre muita higienização e muito álcool gel. Hoje, sigo tomando todos os cuidados necessários para deixá-los bem”, finaliza.

Denise também aconselha que a amamentação siga durante a pandemia. Mas e se a mãe testar positivo para o coronavírus ou estiver em suspeita? Nesses casos, a recomendação do Ministério da Saúde é que essas mães implementem medidas de higiene mais rigorosas e adequadas. Dentre elas, é de extrema importância:

Cuidados ao amamentar

Lavar as mãos por pelo menos por 20 segundos com água e sabão e/ou usar álcool em gel 70% nas mãos antes de tocar o bebê ou antes de retirar leite materno (manual ou bomba extratora);
Usar uma máscara (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;
Espirrar ou tossir em um lenço de papel, descartar imediatamente e usar álcool em gel 70% ou lavar as mãos por pelo menos 20 segundos novamente com sabão e água limpa;
Limpar e desinfetar regularmente as superfícies;
Se uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19 tossir sobre as mamas ou peito exposto, deverá lavá-lo com sabão e água também por pelo menos 20 segundos antes da mamada.

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