A maioria dos casos tem relacão com fatores de risco controláveis, como a pressão arterial, o diabetes, o colesterol elevado e o tabagismo. foto: reprodução internet

Dor de cabeça súbita, tontura, confusão e alterações visuais, fraqueza ou formigamento na face e membros, especialmente em um lado do corpo e dificuldade na fala. Esses são alguns dos sintomas mais comuns do Acidente Vascular Cerebral (AVC), que acontece quando algum vaso sanguíneo do cérebro entope ou se rompe.

Na próxima segunda-feira, 29, é celebrado o Dia Mundial do AVC, que tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos da doença e enfatizar a importância da prevenção. No Brasil, o problema é a segunda maior causa de morte e a primeira de incapacidade, tirando cerca de 100 mil vidas todos os anos. A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém, em algum lugar, morre devido à doença.

No entanto, é importante lembrar que cerca de 90% dos casos estão ligados a fatores de risco controláveis, como destaca a professora do Serviço de Neurologia Sheila Martins, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

“Primeiro, o paciente precisa ter conhecimento dos maiores fatores de risco e tentar controlá-los, ou seja, a pressão arterial, o diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo e a fibrilação atrial [subtipo de arritmia cardíaca]”, destaca a médica. “Além disso, a obesidade, o sedentarismo, a má alimentação, o uso de drogas, ansiedade, depressão e histórico familiar também contribuem com a doença.”

A neurologista explica que existem dois tipos de acidente vascular cerebral, “o hemorrágico, quando rompe um vaso sanguíneo e espalha o sangue no cérebro, e o isquêmico com a falta circulação nessa parte do corpo”, disse. Estima-se que 120 milhões de neurônios sejam destruídos por hora durante um AVC, o que equivale a 3,6 anos de envelhecimento natural. “Em geral, o hemorrágico é mais grave, porém, isso vai depender de cada situação”, completa a especialista.

Dr. Sheila Martins
“Diante de possíveis sinais da doença, o paciente deve procurar imediatamente ajudar médica”, alerta Sheila. “O ideal é chamar o Samu [192] porque eles estão preparados para reconhecer os sinais e realizar os procedimentos necessários, já que o tempo é fundamental no atendimento e recuperação, reduzindo as sequelas em até 80% dos casos.”

Após sofrer um AVC, o paciente pode ficar com várias sequelas, simples ou graves, como ter dificuldade em andar tendo de usar cadeira de rodas ou ter dificuldade em falar, por exemplo, sendo que estas consequências podem ser temporárias ou permanecer. “A prevenção é a melhor maneira de evitar a doença, e o tratamento depende do grau da cada situação, podendo variar de uma simples adminstração de medicamentos até fisioterapia”, completa a neurologista.

Origem do Dia Mundial do AVC
O Dia Mundial de Combate ao AVC foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2006, em parceria com a Federação Mundial de Neurologia. A data ficou definida especificadamente para alertar a população sobre os tratamentos e prevenções da doença, além de engajar os profissionais da saúde a melhor orientar os seus pacientes sobre estes cuidados.

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