Segundo estudo da Universidade Federal do Paraná, a atitude dificulta na localização da fonte sonora, conhecida como ‘mascaramento’. Foto: Agência de Notícias do Paraná

Perigo. Pedestre ou condutor tem maior dificuldade em se localizar com o acessório

Um estudo recente comprova que os fones de ouvido, quando usados por motoristas, ciclistas, skatistas ou pedestres, são um risco eminente. Tanto que em alguns países já estão até proibidos. As pessoas que ouvem música ou notícias com fones demoram, em média, mais de 4 segundos para identificar perigos potenciais no trânsito.

O estudo foi realizado pela Ford na Europa, e usou uma experiência de som espacial “8D” especialmente desenvolvida. Ela colocou mais de 2.000 participantes em uma rua virtual imersiva e mediu seu tempo de reação em situações potencialmente perigosas, seja na condução de carro, bicicleta, motoneta ou caminhando.

A confiabilidade do teste foi elevada quando a maioria dos participantes revelou que, de fato, usa o equipamento quando está no trânsito. E entre as 56% das pessoas que relataram ter se envolvido em um quase acidente ou acidente, 27% usavam fones de ouvido na ocasião.

Os participantes foram convidados a usar um aplicativo especialmente desenvolvido em seu smartphone para medir o impacto dos fones na sua capacidade de reagir a sinais sonoros nas ruas. É possível testar o aplicativo em seu smartphone (em inglês ou espanhol) por meio de QR Code no link fordsharetheroad8d.com.

No estudo, o tempo de reação dos participantes a esses perigos foi medido em três cenários diferentes, com ou sem música tocando nos fones de ouvido. Em média, os participantes foram 4,2 segundos mais lentos para identificar e responder a um perigo na rua ao ouvir música.

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