Água é traiçoeira quando o pneu está careca, murcho ou o motorista gostar de correr. Foto: MLP Assessoria de Imprensa

Segurança. Pneus em bom estado tiram até 30 litros de água da pista

A notícia foi dada ainda no Inverno do ano passado: o Verão 2021 teria forte influência do fenômeno La Niña, o que significa muita chuva. E dirigir sob estas condições sempre é perigoso, todavia um risco que pode ser diminuído com prudência ao volante e manutenção preventiva no veículo. E nessas condições os pneus demandam alguns cuidados especiais para uma condução segura do veículo.

Está comprovado que pneus novos, com 100% de sua capacidade de dispersão, podem dar vazão a até 30 litros de água por segundo a uma velocidade de 80 km/h. Mas, quando os sulcos atingem o limite legal de 1,6 mm essa capacidade, a vazão cai para 55%, o que impacta direta e negativamente a dirigibilidade e a segurança. E quem está dizendo são técnicos da Continental, fabricante de pneus com tecnologia alemã.

Mas não importa a condição e a qualidade do pneu; uma das orientações recorrentes ao dirigir na chuva é manter-se distante do veículo à frente. Em uma pista molhada o motorista necessita de três vezes mais espaço para frear em comparação com uma pista seca. E ainda há os outros cuidados certeiros: velocidade compatível, faróis acessos e pneus bem calibrados.

Cinco posturas para dias chuvosos
Aquaplanagem – uma armadilha que espera na esquina, e que assombra os motoristas. Ela acontece quando há muita água na pista, levando o veículo a perder o contato com o asfalto, e deslizar sem controle. Nessa situação, não freie ou faça qualquer movimento brusco com o volante. Aguarde que a perda gradativa de velocidade faça com que o veículo volte a ter contato com a pista e assim o controle possa ser retomado;

Reduza a velocidade – a água da chuva, quando misturada à sujeira e ao óleo acumulado nas ruas e rodovias, aumenta a possibilidade de derrapagens. Ao reduzir a velocidade, o motorista permite que uma área maior da banda de rodagem entre em contato com a pista, aumentando assim a aderência dos pneus com o solo;

Mantenha distância – além de reduzir a velocidade, é importante manter distância do veículo à frente. Em uma pista molhada, o motorista necessita de três vezes mais espaço para frear em comparação com uma pista seca;

Análise dos sulcos – também é importante observar a profundidade dos sulcos dos pneus. O sistema TWI (tread wear indicator) indica quando a banda de rodagem atingir a profundidade de 1,6 mm, definindo este como o momento da substituição dos pneus. A partir do momento que ultrapassar o TWI estampado dentro dos sulcos, o desempenho no molhado já não é mais o mesmo de um pneu novo;

Calibragem, alinhamento e balanceamento – para assegurar que a área de contato entre o pneu e a pista seja a ideal, com o máximo possível de água sendo drenada, é essencial não descuidar da pressão, do alinhamento e do balanceamento das rodas.

Deixe seu comentário