Em Purmamarca, os amigos desceram por curvas cinematográficas a 4 mil metros. Fotos: Arquivo Pessoal

Já foram pauta, aqui no caderno Ibiá Mais, as viagens feitas em grupos ou até mesmo por pessoas que gostam de passear sozinhas. Hoje, a história envolve amigos aficcionados por motos, que reuniram suas paixões sobre duas rodas e partiram para uma viagem inesquecível pelas estradas da América do Sul.

O grupo é formado por Vilson José Kuhn de Oliveira, 62 anos, João Batista Brochier, 57 anos, Laerte Silveira, 47 anos e Juarez Alves de Oliveira, 61 anos. Eles começaram a preparar a expedição sobre rodas em abril deste ano, e até outubro, foram diversos encontros para acertar os detalhes. Todos eles participam de grupos de motociclistas distintos.

No dia 28 de outubro, após confirmarem o voto no segundo turno das eleições de 2018, o quarteto partiu. Vilson é da Vendinha, João Batista de Montenegro, Juarez de Canoas e Laerte de Triunfo, cidade que foi o ponto de partida deles, que seguiram até Uruguaiana, onde ocorreu o primeiro pernoite.
Segundo Vilson Kuhn, em solo argentino, o destaque foi uma autopista maravilhosa, que deu caminho até a cidade de Vila Maria e após Mendoza, terra dos bons vinhos fabricados naquele país. “Quando começamos a subir a Cordilheira dos Andes, a emoção tomou conta dos companheiros que não conheciam a região”, destaca Kuhn.

Outro cenário que chamou a atenção dos motociclistas foi o Deserto do Atacama, que nada de verde possui. A imensidão é toda preenchida por pedras. Após passar pelo litoral do Pacífico, no Chile, o grupo também chegou ao Peru. Lá eles não resistiram a um passeio de barco pelo lado Titicaca e a visita aos índios Uros, que vivem em ilhas flutuantes.

“Eles (índios) simplesmente constroem blocos de moradias com Tutora, uma espécie de junco da região, que são amarrados entre si e formam ilhas de até 500 metros quadrados”, diz Vilson. Os amigos também visitaram Cuzco e Machu Picchu, cidade histórica do povo Inca.

Após o passeio cultural e histórico pelo solo peruano, os motociclistas retornaram ao Chile. Por lá, nova montanhas coloridas e cidades que pareciam saídas de um faroeste mexicano se colocaram diante dos olhos dos gaúchos, que retornaram para seus lares no dia 17 de novembro, com muitas histórias na bagagem.

Uma viagem tranquila de quase 10 mil quilômetros
Segundo o grupo, a viagem transcorreu tranquilamente. “Pegamos muita chuva e estradas ruins. Também passamos por inúmeros pardais”, destaca José Kuhn de Oliveira. Para os amigos, a experiência foi maravilhosa e extremamente segura.

Faltou pouco para os dez mil quilômetros percorridos em 21 dias e 20 noites. Vilson, João Batista, Laerte e Juarez aconselham quem deseja realizar uma aventura parecida. Eles elencam quatro importantes dicas: respeitar a sinalização, ter motos injetadas, andar sempre durante o dia e ter um bom GPS.

Deixe seu comentário