Elenco conta com a participação de 15 alunos e do professor Marcelo Adams, todos da Uergs Montenegro. Foto: João Pedro Lima/Divulgação

Um grupo de alunos do curso de Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) foi selecionado para participar do evento “a_ponte – Cena do Teatro Universitário”, que acontece de 24 de janeiro a 3 de fevereiro de 2019, no Itaú Cultural, em São Paulo.

Com a seleção, o grupo será o único representante do Rio Grande do Sul no evento. A proposta da mostra é possibilitar o intercâmbio entre estudantes de teatro de cursos técnicos e universitários de artes do Brasil. No total foram 230 trabalhos inscritos e apenas 14 acabaram sendo

Durante a tarde dessa quinta-feira, 10, os acadêmicos ensaiaram a apresentação

escolhidos. O espetáculo a ser apresentado pelos alunos de Teatro da Uergs se encaixa muito bem no contexto atual brasileiro.

De acordo com um dos atores e proponente da turma, Jocteel Salles, 28 anos, a peça “Nosso Estado de Sítio” é o encontro do texto Estado de Sítio, escrito pelo francês Albert Camus, com a realidade brasileira. “Iniciamos as leituras e os primeiros detalhes na disciplina de Montagem I, no ano passado. Em seguida passamos para a disciplina de Montagem II, quando fizemos transformações e finalizamos o espetáculo”, explica Salles.

Expressões corporais e ações realistas reproduzem a poesia possível em meio às cenas

O aluno explica que a mostra é uma convocatória do Itapu Cultural para que sejam discutidas as tendências do teatro no Brasil e o que as faculdades estão propondo para a área. Professores e diretores estarão reunidos para debater sobre a cena. “Eu e a colega Bruna Johann seremos os representantes do grupo durante todo o evento. Vamos explicar como aconteceu o processo de montagem do espetáculo dentro da Uergs e acompanhar as demais produções nacionais”, diz Jocteel.

Atores e equipe técnica vão embarcar no próximo dia 24 de janeiro para São Paulo e ficam durante dois dias para entrarem em cena no palco, que fica na Avenida Paulista. Durante a tarde de quinta-feira, 10, atores e atrizes realizaram o primeiro ensaio de 2019 da peça “Nosso Estado de Sítio”, que teve estreia em novembro passado no teatro Therezinha Petry Cardona.

Com tamanha surpresa sobre a escolha do trabalho montado juntamente com os colegas e professores, Jocteel Salles diz que é uma alegria enorme participar do evento. “É um grande privilégio e uma forma de validar este processo de experimento e discussão da importância do teatro”, aponta.
O ator destaca, ainda, a importância da troca de experiências com os colegas de todo o Brasil. “Teremos uma riqueza neste eixo teatral. Vai agregar muito para a nossa formação no Teatro”, finaliza.

Ficha Técnica
1. Bruno Marques – Ator
2. Charlene Uez – Atriz
3. Felipe Vigel – Ator
4. Gabriela Lemos – Ator
5. Jocteel Salles – Ator
6. Fayola Oliveira – Atriz
7. Lucas Peiter – Ator
8. Marcelo Adams – Diretor e Ator
9. Marina Martins – Atriz
10. Mônica Blume – Atriz
11. Pâmela Magalhães – Atriz
12. Paula Silveira – Atriz
13. Paulo Rosa – Ator
14. Rodrigo Waschburger – Ator
15. Savana Flores – Atriz
16. Bruna Johann – Operadora de Luz
17. Rafaela Fischer – Contrarregra

Mais sobre “Nosso Estado de Sítio”
O espetáculo é dirigido pelo professor Marcelo Ádams e tem a participação de 15 alunos em cena, além do próprio Marcelo atuando na montagem. Durante as aulas, os alunos foram provocados a identificar no texto Estado de Sítio situações semelhantes com a política.

Além disso, deveriam ser observadas as doenças que afligem a população: ameaças de totalitarismo, retirada de direitos adquiridos, recuo nas políticas de direitos humanos e reconhecimento da existência de diversidade nos mais variados âmbitos da existência humana.

A montagem busca apresentar, entre outras coisas, a teatralidade escancarada, soluções cênicas que não se propõem a reproduzir ações realistas, para que se concretize em cena uma poesia possível, surgida da expressão dos corpos.

Conforme a sinopse, o espetáculo também usa a linguagem teatral como território privilegiado para falar do que é caro aos jovens estudantes, nesse momento de indefinições extremas no que tange à manutenção de um regime democrático no Brasil. O público poderá observar a história da chegada da peste na cidade litorânea chamada Cades.

Espetáculo teve estreia em novembro, no Therezinha Petry Cardona. Foto: João Pedro Lima/Divulgação

1 comentário

  1. É muita cara de pau criar um espetáculo simulando perca de direitos humanos, autoritarismo e blá blá blá, essa pataquada e esse mimimi dessa esquerda revolucionária, falam em política pq?
    São artistas vão estudar artes, arte de verdade os conceitos, arte clássica, arte conservadora, arte verdadeira, não esse bando de louco se balançando no palco e gritando ele não, seremos resistência e toda essa balela que estamos cheios de ouvir, aceitem que dói menos a direita é maioria no Brasil e estamos bancando com nossos impostos essas artes que não agregam nada, vão perder investimento sim, vão ter que correr atrás de trabalho sim, caiam em si.

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