A Escola Etelvino de Araújo Cruz, da localidade de Rua Nova, interior de Montenegro, recebeu o coroamento de uma iniciativa realizada por alunos, professores e convidados, patrocinada pela ONG Moradia e Cidadania, dos empregados da Caixa Federal. O trabalho iniciou com a leitura, pelos alunos, do livro “Caixa Preta”, da escritora Patrícia Franz.

Foto: Divulgação ONG Moradia e Cidadania

A coletânea de crônicas de Patrícia fez aquela ponte mágica entre a imaginação real e a que a arte e a literatura permitem, ou mesmo, exigem. A discussão do mundo e da atualidade o aluno/leitor faz, primeiro, consigo mesmo, e depois divide com todos na sala de aula, justo porque a escola é um lugar democrático para se debater a história e as angústias da vida.

O segundo momento deste trabalho, chamado “O Palco na Escola”, foi justamente o palco. O ator e professor de Teatro Cassio Azeredo teve onze encontros com os alunos para montar, a partir de textos do livro, uma breve apresentação teatral onde os estudantes foram, além de atores, os escritores da peça. Os atores emocionaram os presentes com uma apresentação chamada “Inevitável fim do mundo”. “Por meio da encenação, propõem-se a uma reflexão acerca da temática ‘fim do mundo’. Os alunos buscam trazer uma percepção mais ampla sobre esse tema. O que pode ser considerado o fim do mundo? Na cena, as personagens deparam-se com esse ‘fim’ em diversos momentos e situações de suas vidas. Temáticas como a dupla jornada da mulher, o bulling no ambiente escolar, a carga horária excessiva de trabalho são revisitadas nesta criação”, explica Cassio Azeredo.

A escritora Patrícia Franz se manifestou em rede social. “Apenas falar sobre um mundo melhor pode ser pequeno demais. Bonito e grande mesmo é quando as coisas que a gente pensa, que a gente sonha, acontecem… Encontros como estes acontecem, justamente, por sonharmos e acreditarmos na possibilidade de um mundo melhor, onde a arte, o conhecimento e a oportunidade vão ao encontro a todos”, destacou.

O projeto O Palco na Escola, patrocinada pelo ONG Moradia e Cidadania, cumpriu seu papel social. Levou literatura para o interior do município; propiciou que o teatro, essa manifestação artística coletiva que faz pensar tanto quando apresenta um trabalho para um público, cumprisse seu papel, mais ainda mais quando os artistas/alunos escrevem, debatem e ensaiam uma ideia.

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