Joaquim Phoenix interpreta Coringa . Foto: Reprodução/Internet

A premiação do Oscar 2020 será neste domingo, 9, e muita gente já está apostando nos seus filmes preferidos. Neste ano, as produções com mais indicações foram Coringa, com 11, Era Uma Vez… Em Hollywood, 1917 e O Irlandês dividindo a segunda colocação, com 10 indicações cada. Tem representação brasileira também, com o documentário Democracia em Vertigem.

Brasileiros bem representados
O cineasta Ulisses da Motta comentou um pouco sobre a indicação do Brasil. “Apesar de ser um formato cinematográfico que não é tão assistido, o documentário brasileiro tem uma produção incrível e respeitadíssima no exterior. Democracia em Vertigem, portanto, não é algo que veio do nada”, explica. O cineasta afirma que existe toda uma história dos documentários brasileiros no Oscar. “Já fomos indicados na categoria em outras duas ocasiões, com Lixo Extraordinário, de 2011, e O Sal da Terra, de 2015. A diferença é que esses títulos são coproduções internacionais com outros países. Já Democracia em Vertigem é 100% produto nacional”, comenta.

Cena do documentário Democracia em Vertigem. Foto: Reprodução/Internet

Além disso, Dois Papas também tem uma pitada brasileira, com a direção de Fernando Meirelles, da produção europeia. “Para quem não lembra, ele foi o diretor do visionário Cidade de Deus, pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor em 2004”, relembra Motta. O diretor seguiu trabalhos no exterior, como o filme O Jardineiro Fiel, e no Brasil, com séries como Felizes Para Sempre? e Som & Fúria.

As indicações da produção Dois Papas são estrangeiros: ator principal para Jonathan Pryce, ator coadjuvante para Anthony Hopkins e roteiro adaptado para Anthony McCarten. Entretanto, Motta comenta sobre a importância da direção. “O filme só chegou a esses resultados graças ao trabalho de Meirelles. Dois Papas é um trabalho muito necessário nos nossos tempos”.

Foto: Arquivo/Pessoal

Quem leva a estatueta?
O cineasta explica que as chances de ganhar dependem de todas as outras premiações, que servem de termômetro para o Oscar, além da campanha da Netflix, que distribui o filme. No caso do representante do Brasil, a disputa é de igual para igual, em que todos possuem chances. “Então sim, creio que há chances da diretora Petra Costa trazer uma estatueta dourada para nós”, afirma.

No caso dos mais indicados, Ulisses acredita que boa parte dos prêmios ficarão divididos entre Coringa, O Irlandês, Era Uma Vez… Em Hollywood, 1917 e o coreano Parasita. “O Oscar mais certo para Coringa é de melhor ator para Joaquim Phoenix”, finaliza.

Foto: Arquivo/Pessoal

O espectador já está ansioso
Para quem é fã das produções audiovisuais, já é hora de maratonar quantos indicados conseguir para acompanhar a premiação e ter sua própria opinião sobre as produções. Da categoria filmes, Julio Hanauer, estudante de jornalismo, assistiu dois, mas já se fascinou com as produções. “Coringa me surpreendeu muito pela atuação do Joaquim Phoenix. Ele conseguiu transformar um personagem em alguém muito real, entrou muito no personagem e isso deixou o filme mais fantástico”, explica. Ford vs Ferrari também foi assistido pelo estudante. “Conta uma história muito bacana e é baseada em fatos reais”.

Como palpite, Hanauer aposta em Coringa como melhor filme e, como melhor atuação, em Joaquim Phoenix. “Porém, 1917 já ganhou o Globo de Ouro, foi muito bem comentado e acredito que seja um forte concorrente para levar a Estatueta de Melhor Filme. Está na lista para assistir”, comenta. Entretanto, o estudante ficou chateado pelo filme O Rei Leão ter sido indicado apenas em uma categoria (Melhores efeitos visuais). “Amei o filme e conseguiram ter muita originalidade comparando com o primeiro”, finaliza.

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