Um medicamento de origem chinesa que trata leucemia infantil vem gerando polêmica. A droga chamada L-asparaginase estaria sendo comprada sem a devida testagem. Agora o Ministério da Saúde anunciou que a droga passará por testes que avaliem o princípio ativo e a concentração do insumo. Os testes ficarão a cargo do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

A verificação também atende a um pedido feito pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope). O ministro da Saúde, Ricardo Barros, abriu sindicância para verificar se houve conduta indevida na aquisição desses medicamentos. A desconfiança é de que haja divergências entre as áreas técnicas sobre a modalidade da licitação – pela dispensa de cotação – e definição do produto adquirido, serão apuradas.

Esse medicamento não é produzido no Brasil e há décadas tem a importação feita de laboratórios dos Estados Unidos e da Alemanha. Porém, desde 2010 a falta da droga é registrada por pacientes. Esse ano o Governo Federal importou o medicamento de um laboratório da China representado pela empresa uruguaia Xetley S.A., e então a polêmica teve início. Profissionais da área da saúde se mostraram preocupados com a eficácia e segurança do medicamento adquirido. Cerca de 4 mil crianças no país fazem uso do medicamento.

O Ministério da Saúde comprou mais de 30 mil frascos do medicamento chinês que foi dividido em três lotes. O primeiro lote já foi repassado a hospitais de Belém e São Paulo. A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica pediu ao Ministério da Saúde que suspendesse o uso do medicamento até que fossem realizados para comprovar sua eficiência e segurança.

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