Com o acompanhamento de um profissional da saúde, encontros acontecem mensalmente nas ESFs e UBS Centro

Um espaço de escuta, de partilha de inquietações, experiências de vida e sabedorias, onde cada um reorganiza seu discurso e ressignifica o seu sofrimento. Assim são as rodas de conversa realizadas a partir da Terapia Comunitária Integrativa (TCI), em que qualquer pessoa pode participar.
O serviço gratuito é oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Montenegro (SMS) por meio dos pontos de Estratégia Saúde da Família (ESF) e da Unidade Básica de Saúde Centro.

De acordo com a coordenadora de Atenção Básica do Município, Andréia Coitinho da Costa, a TCI busca ser um instrumento de fortalecimento das relações humanas e construção de redes de apoio social. “Esse dispositivo é extremamente importante, uma vez que pode ser classificado como um instrumento das Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde”, explica Andréia.

“A partir das rodas de conversas, podemos trabalhar diferentes questões do cotidiano, como por exemplo, assuntos que, por algum motivo, causam sentimentos de tristeza e podem desencadear problemas relacionados à saúde mental. Dessa forma, a TCI funciona como uma medida preventiva nessas situações”, reintera a coordenadora.

Desde o início deste ano, diversos profissionais ligados às ESFs e a UBS Centro participam de uma formação em Porto Alegre, onde estão aprendendo desde os fundamentos da TCI até as práticas de aplicação dos métodos dentro município. “Apesar de ainda estarem em formação, as rodas de terapia já estão acontecendo em todas as unidades com a colaboração de um profissional, podendo ser um enfermeiro, agente comunitário de saúde ou técnicos de enfermagem”, esclarece a coordenadora.

Na tarde da última quarta-feira, 17, aconteceu na ESF3, do bairro Industrial, a terceira roda de terapia, com a participação de moradores e profissionais de saúde. A enfermeira da UBS Centro, Zaira Motta da Rosa, acrescenta que, além de qualquer um pode participar, não há obrigatoriedade de comparecer a todos os encontros. “Esse é um momento em que as pessoas são ouvidas e podem colocar para fora tudo aquilo que está incomodando, por isso, a participação é livre, sem regra”, explica Zaira.

“Quando a boca cala, o copo fala. Quando a boca fala, o corpo sara”
No dia a dia, o papel dos agentes comunitários será fundamental para o desenvolvimento da Terapia Comunitária Integrativa (TCI), já que esses profissionais atuam diretamente dentro das comunidades e conhecem a realidade de cada local. “Nós ajudamos principalmente na divulgação, destacando que a roda de terapia é um momento voltado para a fala, pois, com o tempo, as coisas se acumulam dando origem à gastrite, depressão, entre outros problemas”, salienta Ana Sofia dos Santos, agente comunitária de saúde. “Quando a boca cala, o copo fala. Quando a boca fala, o corpo sara”, completa Ana.

Mais informações
As rodas de terapia estão acontecendo uma vez por mês, com divulgação prévia, nos seguintes locais:
ESF1 Germano Henke
ESF2 Esperança
ESF3 Industrial
ESF4 Santo Antonio
UBS Centro

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