Veterinária Vanessa Daudt Schonell executando o exame de palpação em paciente

Você realiza o exame de palpação nas suas pets? Se não, fique atento. O ato pode identificar o câncer de mama precoce, especialmente nas fêmeas, que possuem alta incidência na doença. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), 45% das cadelas e 30% das gatas podem desenvolver tumores, sendo que em 85% dos casos são malignos. A médica veterinária Vanessa Daudt Schonell, da Vida Pet, explicou como funciona a prevenção e o tratamento para os animais que desenvolverem a enfermidade.

A principal recomendação da profissional é a prevenção com castração, para fêmeas de cães. A medida deve ser tomada antes do primeiro cio, deixando o risco de desenvolvimento de neoplasia mamária em cerca de 0,5%. No intervalo entre o primeiro e segundo cio, a chance do desenvolvimento fica em 8%. Após esse período, a taxa para desenvolvimento sobe para 26%, independente se o tutor castrar ou não durante essa etapa. No caso das gatas, a doença é menos comum. Entretanto, castração também serve como medida preventiva, com redução de 91% antes do seis meses de idade, 86% antes de um ano e 11% antes de dois anos. Aliado à avaliação anual do pet, o exame de palpação feito pelos tutores ajuda no diagnóstico. “O exame de palpação deve ser feito palpando todas as mamas, se sentir qualquer nódulo, já é indicado fazer ou a remoção total da mama ou só o nódulo para ver do que se trata”, explica Vanessa.

A veterinária ainda responde uma dúvida comum: o uso de contraceptivos aumenta, sim, as chances de desenvolvimento da doença. No caso do pet ser diagnosticado, Vanessa explica que o tratamento cirúrgico funciona com a retirada da mama afetada, dependendo da avaliação de cada caso. “Deve ser feita a remoção das mamas acometidas e das que estão interligadas, dos linfonodos e também, às vezes, é necessário o uso de quimioterapia”. Todas as mamas são interligadas por uma rede linfática. A médica comenta que o recomendado é a remoção cirúrgica com uma margem de segurança. “Se uma mama tiver a célula, isso pode estar se espalhando para outras. Dependendo do local da mama, é necessário tirar uma superior ou inferior. Depende da avaliação do caso”, finaliza. Se for preciso o uso da quimioterapia, o animal é encaminhado para um oncologista.

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