foto: CAroline brito

Jingle bell, jingle bell, jingle bell rock! Essa é uma das trilhas dessa época do ano. Muitas crianças já estão com suas listinhas prontas para esperar o Papai Noel e ansiosas pelas reuniões do fim de ano. Os pais já estão enfeitando a casa, pendurando bolinhas nos pinheirinhos, colocando luzes e montando o presépio para colocar os pequenos no clima Natalino. E essa fantasia é muito importante para as crianças.

foto: CAroline brito

Hora de ligar para o Papai Noel
O Natal na casa da funcionária pública Sabrina Brambila da Rosa e do marido, Júnior dos Santos da Rosa, é cheio de rituais. O filho de dois anos, José Felipe, já participa de todas as etapas, se encantando com os enfeites e com a espera pelo Papai Noel. Já no início de novembro, os três montam o pinheirinho juntos e os pais ainda gostam de “ligar” para o Papai Noel, para falar sobre o comportamento de José. “Ele mesmo pega o nosso celular, às vezes, para ligar para o Papai Noel e falar do comportamento da mamãe ou do papai. Tudo que ele vê enfeitado ele diz: mamãe aqui tem Papai Noel!”.

Entre os rituais que os pais mais gostam, montar o presépio, embaixo da árvore de Natal, é um momento importante. “Para que desde pequeno ele saiba que no Natal comemoramos o nascimento de Jesusinho”. Para despertar ainda mais a magia da data e a imaginação do filho, todo ano José esboça o sorriso – com quase todos os dentes, para a câmera fotográfica, em ensaios bem natalinos. No cenário luminoso, lá está ele com tiaras de rena ou gorro, se preparando para o dia do encontro com o esperado Papai Noel.

foto: Caroline Brito

A fantasia é importante
A psicóloga Maria Luíza Aldana chama atenção para a importância de alimentar a fantasia na infância. “A gente entende que a fantasia é uma capacidade de simbolização que constrói, de certa forma, uma possibilidade de resolver conflitos”, explica. Maria afirma que durante essa fase, a fronteira entre o real e o imaginário não está bem delimitado, e a fantasia tem esse papel diante de problemas.

“O Natal é a espera do menino Jesus, e como a família lida com essa data, para a criança, tem um papel de também representar como a família lidou com a chegada dela”, ressalta. As comemorações de cunho religioso, segundo a médica, tem muita relação com o nascimento da própria criança, que constrói essa representação no inconsciente. No caso do Papai Noel, a figura do São Nicolau, padroeiro das crianças, constrói um papel de “grande pai”.

A família da Lavínia sempre comemora a data com os registros temáticos. foto: doc photos

Quando as crianças começam a desconfiar dessa existência, a psicóloga explica que é importante vivenciar essa primeira frustração. A ideia é a criança se dar conta de forma natural, pois isso faz parte da construção da fronteira entre o real e o imaginário. Neste caso, sem ser de cunho patológico, o sentimento é de construção. “Ser frustrado e lidar com o real é muito mais capacitante de se viver do que desintegrador”. Os rituais do Natal são importantes para a família e para os pequenos. “É poder lidar com essa família através do que ela é, e não pela forma da idealização que a criança construiu”, finaliza.

foto: doc photos

Encantada com as fotos e cenários
A bancária Priscila Beatris dos Santos e o marido, Marcos Vinicius da Silva, eletrotecnico, incentivam a filha de dois anos e nove meses, Lavínia, a acreditar na magia do Natal. Entre enfeites, muitas luzes e a espera pelo Papai Noel, a pequena é só sorrisos enquanto se prepara para a época mais encantadora do ano. “Acredito que esse clima desenvolve nelas (crianças) a parte lúdica”, comenta a mãe.
A família sempre se reúne para comemorar a data. A mãe conta que Lavínia ama tirar fotos e fica encantada. “Desperta a magia e imaginação dela”, comenta. Já com suas fotos vestida nas cores da época, a pequena espera a data ansiosa, envolta pela expectativa do Papai Noel.

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