Avanço na tecnologia pode contribuir para um estudo mais dinâmico. Foto: arquivo jornal ibiá

As escolas nunca foram tão conectadas como em 2019. Com o avanço em estudos de como fazer educação e tecnologia andarem de mãos dadas no aprendizado dos alunos, a expectativa é de que o uso de aparelhos eletrônicos voltados ao ensino, na sala de aula, seja cada vez maior. Estudos do caso mostram que o uso da tecnologia será mais eficaz se não for aleatório, e sim planejado, com objetivos claros do impacto que pode ter na educação. Não basta a tecnologia existir só por existir, ela precisa estar integrada à proposta pedagógica da escola.

Em tempos modernos, a tecnologia pode contribuir para um estilo de ensino mais personalizado, ter uma gestão de aula mais eficiente e uma aprendizagem mais efetiva, visando a necessidade de formar cada vez mais pessoas e cidadãos. Com o uso da tecnologia vindo de casa, os alunos geralmente têm facilidade com os recursos. A intenção é que esses recursos sejam usados de acordo com a necessidade do tema, considerando cada área.
As escolas de Montenegro acompanham o crescimento da tecnologia no ensino de acordo com suas realidades financeiras e de seus alunos.

EMEF José Pedro Steigleder
Com alunos do Ensino Infantil e Fundamental, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) José Pedro Steigleder tem cerca de 850 estudantes para o ano letivo de 2019. Com mais de 30 alunos, a escola conta com um laboratório de informática, instalado há mais de 15 anos. Porém, a diretora Marília Roehe lamenta a falta de um profissional voltado somente à sala de computadores. “Os professores, por terem turmas muito grandes, acabam desencorajados de fazer uso da sala”, conta. Além disso, o governo concede uma verba para o pagamento da internet na escola.

José Pedro Steigleder dispõe de sala de informática. Foto: Facebook José Pedro Steigleder

Colégio Estadual A.J. Renner
O Colégio Estadual A.J. Renner de Ensino Médio dispõe de algumas opções em tecnologia. Com cerca de 630 alunos para 2019, o colégio tem uma sala de netbooks para uso dos alunos, visando o aprendizado através dos recursos tecnológicos. Além dos computadores, existe o espaço de robótica, reformada por voluntários da John Deere – que se propôs a revitalizar a sala em dezembro de 2018. Junto a essas duas, o colégio também possui uma sala de cinema e deseja uma de fotografia para 2019. A escola possui, ainda, classes diferenciada para a inclusão de alunos especiais.

Material das aulas de robótica no A.J. Renner

Escola SESI de Ensino Médio
A Escola SESI de Ensino Médio é a mais nova – inaugurada em 2017 com metodologia voltada à tecnologia. A instituição disponibiliza notebooks e tablets para uso dos alunos nas aulas e as salas são equipadas com projetores. Não existe sinal para avisar o fim dos períodos, os alunos trabalham em grupos e têm wi-fi liberado. A escola também aposta forte na robótica, atividade extracurricular tem grande participação dos estudantes, com projetos que já tem data marcada para apresentação na Câmara dos Vereadores da cidade. São cerca de 250 alunos matriculados na instituição.

Notebooks e tablets usados pela Escola SESI

Instituto de Educação São José
O Instituto de Educação São José (IESJ) aposta no aluno ser protagonista em 2019. Com estudantes da Educação Infantil até o Ensino Médio, a maior ênfase do IESJ é da robótica. Presente na escola desde 2008, a aula de robótica faz parte do currículo do 1º ao 9º anos, onde os alunos têm grande foco no trabalho em grupo. Para essas aulas, também chamadas de educação tecnológica, a instituição tem parceria com a LEGO, com foco em fazer o aluno se sentir instigado a realizar montagens, comparar, pesquisar e levantar hipóteses. Um grupo de estudantes do IESJ, os Legonautas, representa a escola em torneios regionais de robótica. O colégio tem uma parceria com a Google desde 2015, o que torna grande parte das atividades feitas na escola serem online. Os professores fazem a chamada online, as orientações e trabalhos são armazenados na nuvem e os pais têm acesso ao conteúdo de aula dos filhos.

Equipe
Legonautas do IESJ. Foto: reprodução/facebook

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