O Seguro DPVAT contabilizou que, apenas no ano de 2015, foram 42.500 indenizações por morte no trânsito no Brasil. Desrespeito, falta de educação e imprudência nas ruas e estradas são os problemas mais comuns, de acordo com os condutores. Veja o que eles disseram.

Erickson Maurente, 21 anos, atendente.

Erickson Maurente, 21 anos, atendente: “Eu acho que a galera tinha que dar uma maior estudada e ter mais respeito no trânsito. Falta as pessoas ligarem mais o pisca, terem noção de distância, acho que a galera erra demais nisso. Dirijo moto, então já passei bastante por momentos onde me fecharam e cortaram, ainda mais que vou direto para Porto Alegre”.

Alvano Blomer, 73 anos, aposentado

Alvano Blomer, 73 anos, aposentado: “As loucuras que as pessoas fazem são os maiores problemas no trânsito. Se as pessoas fossem respeitadas no trânsito, não dava nem metade desses acidentes. Eu moro na beira da faixa e quem mora na beira da faixa vê as coisas acontecerem. Outra coisa é a falta de conservação das estradas: está um relaxamento”.

Antônio Gomes, 56 anos, comerciante

Antônio Gomes, 56 anos, comerciante: “Na minha visão, o maior problema no trânsito é a má educação dos motoristas, das pessoas que conduzem; e o mau planejamento de quem sinaliza. Já fui desrespeitado no trânsito diversas vezes”.

Adriana M. Souza, 47 anos, balconista

Adriana Maria de Souza, 47 anos, balconista de farmácia: “Para mim, o principal problema no trânsito é a imprudência dos motoristas, de não parar para os pedestres passarem e atravessarem na faixa de segurança. Principalmente em Montenegro, a gente vê bastante isso. Já passei por isso como pedestre várias vezes e agora, como motorista, eu procuro fazer o certo, pois já estive do outro lado”.

Antônio Alves, 57 anos, construção civil

Antônio Alves, 57 anos, trabalhador da construção civil: “Os maiores problemas no trânsito são as imprudências. Às vezes, uma pessoa está habituada a dirigir na cidade e, quando pega uma rodovia ou estrada, se não tem prática, pode cometer alguma imprudência, porque a velocidade da estrada é diferente da velocidade da cidade. E a falta de prevenção também é um problema, o motorista precisa prever o que pode acontecer. Que pode sair, de trás de um carro, uma criança, um cachorro, uma bola. Que pode, naquela esquina, alguém atravessar mesmo com o sinal fechado para ele… então ele tem que prever tudo isso. Chegou na esquina, reduz, olha pros lados, mesmo com o sinal aberto para poder passar. E na questão da mudança de faixa, a falta de sinalização, a falta de uso do pisca. Uma questão também que causa muito acidente é o ponto cego do espelho. Tem que virar o ombro para trás para olhar, não confiar só no espelho”.

Adão Machado, 64 anos, motorista

Adão Machado, 64 anos, motorista profissional: “Acho que, por ter muito movimento, o maior problema é a maneira como as pessoas agem. Se fossem pessoas educadas, como vemos na Índia, onde não tem sinaleira nem nada e as pessoas passam tranquilamente, esperando um pelo outro… Se cada um pensasse um pouquinho, na minha opinião, não aconteceria nem metade dos acidentes. Então, para mim, o pior é a cabeça das pessoas. Como trabalho o dia todo como motorista, já me senti desrespeitado no trânsito diversas vezes. Assim como tu vê pessoas que te respeitam, pessoas educadas, tu vê muitas que não são. Acontecem muitos acidentes por conta das pessoas serem assim. Esperamos que, com os anos, isso vá melhorar, mas eu não sei…”

Kitieli Viana Pereira, 35 anos, professora

Kitieli Viana Pereira, 35 anos, professora: “A impaciência dos motoristas é, para mim, um dos maiores problemas. O pessoal é muito acelerado, anda voando e não tem paciência. Inclusive eu acho que isso é um grande fator de risco para os acidentes: a impaciência no trânsito. Impaciência essa que gera o desrespeito, muitas vezes”.

Paulo Leandro Chagas, 43 anos, contador

Paulo Leandro Chagas, 43 anos, contador: “Hoje o maior problema é a educação. As pessoas parecem simplesmente não dar mais importância para a vida, seja a própria ou a dos outros. A questão da educação em uma sinaleira, em uma faixa de pedestres, no limite de velocidade… é muita imprudência. Falta, basicamente, educação”.

Elione Loredo, 51 anos, comerciária

Elione Loredo, 51 anos, comerciária: “Falta muita educação nas pessoas. De se importarem uns com os outros, cada um fazer o certo. Cada um quer levar vantagem, é isso que eu vejo. Esses dias, estava vindo para meu trabalho, estava em ritmo mais devagar porque ia parar no semáforo, e tinha uma moça vindo bem rápido. Rápido demais, porque ela ia ter que parar também. Então ela passou por mim como se fosse passar pelo semáforo, parou e estava tomando café enquanto dirigia”.

Lauderi de Souza, 55 anos, motorista

Lauderi de Souza, 55 anos, motorista profissional: “O pessoal hoje em dia geralmente tem muita pressa, não tem mais paciência no trânsito… Primeira coisa: em vez de usarem o freio, usam a buzina. O trânsito está muito perigoso hoje em dia. Viajo bastante e vejo muita imprudência no trânsito. As pessoas não têm mais paciência, estão sempre correndo pra cima e pra baixo…”

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