Foto: Agência Brasil/ Elza Fiúza

Em época de eleições, a entrega de materiais políticos impressos, os santinhos, torna-se costumeira. Mas em excesso e sem o destino certo, como a reciclagem, os papéis poluem ruas, invadem esgotos, causando impactos ao meio ambiente.
Ecologicamente repudiada, no dia da votação, de acordo com o artigo 39, § 5º, III, da Lei 9.504/97, a prática ainda configura crime eleitoral. Àqueles que descumprirem e espalharem as propagandas pelas avenidas, a determinação é de seis meses a um ano de prisão – que pode ser revertido em prestação de serviços à comunidade- além de multa de R$ 5 mil a R$ 15mil.

Candidato que se preocupa com as questões ambientais e em conservar a limpeza urbana da própria cidade investe em uma campanha limpa, ecologicamente correta, com entrega consciente de material de campanha. E campanha limpa é sinônimo de boa conduta durante o processo eleitoral.

Já a população precisa estar atenta, principalmente no dia de votar, sobre as condições do seu local de votação e santinhos de quais candidatos estão espalhados, caso aconteça.

De acordo com gestor da empresa Montepel e integrante do Núcleo Socioambiental da ACI, João Batista Dias, esse tipo de material, quando chega até a reciclagem, tem como destino a produção de papel higiênico ou folha reciclada. “Quando jogado na rua, esses resíduos causam impacto ambiental como qualquer outro; podem parar no esgoto. E vários papéis acumulados, quando molham, transformam-se numa pasta que pode causar vários bloqueios de corrente de água”, explica.

O resultado, segundo João, já é muito conhecido: alagamentos, quando chove, em locais onde os lixos acumularam. “Primeiro, os candidatos não devem achar que vão ganhar votos no dia da eleição espalhando santinhos em frente aos colégios eleitorais. É uma prática que não dá voto e causa sujeira e possibilidade de geração e acúmulo de resíduos”, acredita.

Já para os eleitores, o gestor indica como alternativa usarem a tecnologia a favor. Em vez de pegarem os impressos, aconselha que tirem uma foto do material, caso tenham a intenção de votar naquele candidato. “Agradeça a quem estiver distribuindo e devolva. É uma forma consciente de evitar a geração de resíduos. Não pegue simplesmente para jogar na próxima lixeira ou no chão. Os santinhos podem, sim, parar na reciclagem, mas na pior das hipóteses, na rua.

Através das redes sociais, internauta reclama de materiais políticos jogados em seu pátio. Foto: reprodução Facebook


Redes sociais como alternativa para campanhas

Em meio a um cenário pandêmico, com medidas de distanciamento social no combate e enfrentamento à Covid-19, a tecnologia se intensifica como aliada nas campanhas políticas.

Importante lembrar que há regras a serem seguidas e que, inclusive, algumas condutas podem configurar crime eleitoral. Atentos às normativas no âmbito digital, candidatos podem se valer dos recursos online para levarem suas propostas aos eleitores.

Importante ressaltar que, de acordo com a Lei nº 13.834/2019, disseminar desinformação com objetivo de prejudicar candidato e manipular eleitores é considerado crime. Divulgar conteúdos digitais de campanha (postagens, envio de mensagens) no dia das eleições também configura “boca de urna”.

Lixo – Tempo de decomposição
Papel 3 a 6 meses
Pano de 6 meses a 1 ano
Chiclete 5 anos
Tampa de garrafa 15 anos
Madeira pintada 15 anos
Nylon mais de 30 anos
Sacos plásticos de 30 a 40 anos
Lata de conserva 100 anos
Latas de alumínio 200 anos
Plástico 450 anos
Fralda descartável 600 anos
Vidro 1 milhão de anos

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