Além de tecnologia, Hospital investiu em estrutura e qualificação nestes últimos oito anos

Os problemas financeiros voltaram a afetar o Hospital Montenegro em 2015. O diretor executivo Carlos Batista da Silveira alega que o Governo Sartori cortou R$ 400 mil mensais do contrato do Hospital e a verba que a casa de saúde recebia da União, justificando que o hospital não cumpria metas. “O Estado alega que não batemos as metas da emergência, mas a emergência é ‘porta aberta’. Não posso buscar as pessoas na rua para serem atendidas”, pontua.

“O Estado não pode cortar recursos do hospital baseado em demanda espontânea. O HM está aqui, com sua estrutura e seus trabalhadores prontos para atender. E eles cortam recursos de demanda espontânea em plena pandemia. Há um desacordo, e vamos lutar para reverter isso”, defende Batista.
O diretor revela que o Hospital Montenegro, neste ano de 2020, apesar de o Governo atual estar realizando os repasses em dia, está entrando em déficit, já que não houve equilíbrio financeiro nos últimos cinco anos, devido aos cortes. “Hoje, o contrato do HM é de R$ 3,7 milhões por mês. Porém, as demandas são muito maiores do que esse valor, então, solicitamos ao Estado um reequilíbrio. Se não reequilibrar, o hospital vai ter que encolher, cortar serviços para equalizar sua conta, e quem vai perder, obviamente, é a população”, lamenta.

Carlos Batista argumenta que o HM investiu o recurso que recebeu e hoje é uma instituição que tem muita tecnologia, um corpo clínico qualificado e um time de enfermagem de primeira categoria. “Temos uma série de profissionais que dão uma assistência exemplar ao hospital, mas o Estado não nos enxerga como parceiro. Efetivamente, somos um hospital público, não estatal, prestamos serviço público”, diz.

O diretor administrativo do HM cobra igualdade do governo estadual, já que, segundo ele, o Estado paga outros hospitais na mesma condição que o Hospital Montenegro, mesmo que as outras casas de saúde não estejam cumprindo as metas. “Há uma desigualdade. Se o HM não produz, concordo que não deve receber. Mas se outro hospital não produz, também não pode receber”, critica.


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Devido ao corte de recursos, Carlos Batista revela que o HM já perdeu muitos serviços e deixou de fazer inúmeros atendimentos. “É uma lástima, mas a população precisa saber que é muito difícil a gente prestar serviço público e não ser tratado da melhor forma. Esses cortes podem prejudicar o avanço do Hospital nos próximos anos”, completa.

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