Boa alimentação é importante para o desenvolvimento das crianças

O alimento que se consome na infância irá refletir na saúde dos indivíduos por toda a vida. Não apenas porque alimentos naturais e mais nutritivos resultarão num desenvolvimento melhor, mas também porque é nesta fase que os hábitos alimentares se formam. Com o início do ano letivo se aproximando, os pais têm a oportunidade de aproveitar esses últimos dias de férias para usar o tempo em que os pequenos estão mais em casa e estimulá-los a experimentar novos sabores. E quando as aulas iniciarem, fazer o possível para oferecer lanches saudáveis para o intervalo da aula. Uma melhor alimentação colaborará para que aprendam muito melhor.

A nutricionista Geórgia Bachi diz que a alimentação ideal para crianças não deve ser uma regra engessada, mas que elementos como boas fontes de carne, carboidratos complexos, legumes e frutas variadas devem ser rotineiros. “Em vez disso, muitas vezes, a base da alimentação infantil são produtos com açúcar, farináceos, processados, refrigerantes, bolachas, pães brancos, entre outros, o que encurta o caminho para a obesidade”, comenta. O sobrepeso já na infância é um problema cada vez mais preocupante, exacerbado por uma mudança cultural.

Se fizermos uma comparação entre a infância de hoje e a de duas décadas atrás, perceberemos que as crianças têm uma rotina muito menos movimentada. Jogos eletrônicos substituíram o jogo de futebol e a rua, para grande parte das crianças, já não faz as vezes de quintal. O resultado é um consumo menor de calorias. “Antigamente, a maior dificuldade das mães era conseguir fazer as crianças comerem na quantidade que gastavam energia. No entanto, atualmente, com a violência das ruas, as crianças ficam muito tempo paradas dentro de suas casas e, consequentemente, o índice de sobrepeso aumentou. Logo, devemos nos preocupar com a obesidade desde a infância”, diz Geórgia.

E não se trata apenas de evitar o ganho de peso. Ao regrar a alimentação dos filhos, seus pais estão lhes oferecendo uma vida com menos chance de graves doenças. “Infelizmente, muitos pais não estão conscientes de que não devem predispor os filhos à obesidade. Assim, compram doces e guloseimas ao bel-prazer, e acarretam doenças futuras para todos da família”, diz a nutricionista. Essa responsabilidade é dos pais, mas a escola, até porque muitas frequentam a educação infantil desde muito cedo, pode colaborar. Deve haver oferta legumes e frutas para limitar o consumo de produtos processados ou açucarados, como refrigerantes, bolachas e doces, tanto por crianças quanto por adolescentes.

E o leite?
Quase unanimidade por séculos, o leite vem se tornando um alimento contestado. Alguns mantém distância da bebida por intolerância à lactose. Outros podem consumir, mas preferem versões vegetais como de arroz, nozes e de soja, por exemplo. Uma das explicações para o temor em ingerir o leite da vaca está no acréscimo de elementos químicos à bebida. Mas e as crianças? É ruim oferecer o leite de caixinha ou saquinho, tão comum nos supermercados?
Geórgia Bachi diz que é melhor não complicar o que, na verdade é simples. “Muitos sensacionalistas nos assustam, porém, atualmente precisamos nos preocupar em adquirir alimentos com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de empresas confiáveis, com credibilidade no processo produtivo”, diz.

 

O que levar de lanche?
Crianças gostam de doces e salgadinhos. E é provável – mesmo que pouco indicado – que esse tipo de lanche apareça nas lancheiras escolares. Os pais devem oferecer aos seus filhos melhores opções, como frutas, legumes e sucos naturais. Mas eles devem ser adaptados à idade do filho e ao local em que será consumido. “Os pais devem se programar para prepararem itens com alimentos saudáveis, como receitas que envolvam aveia, ovos, castanhas, frutas, como pães ou bolos. Assim, a criança consegue ter algo prático e não se sentirá um ‘estranho’ por ser a única que leva legumes e vegetais”, indica Geórgia.

O que não levar à escola de lanche
– Refrigerantes; Salgadinhos; Bolachas recheadas; Itens superprocessados.

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