Para Schirmer, videomonitoramento é uma importante ferramenta para suprir falta de efetivo

Cercameto eletrônico é a principal “arma” para a redução da criminalidade

O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer está confiante que a implementação do projeto de cercamento eletrônico no Estado irá surtir resultados positivos em relação à diminuição da criminalidade. Para ele, o uso de câmeras de videomonitoramento é uma importante ferramenta utilizada, também, para driblar a falta de efetivo nas diversas áreas da Segurança Pública do RS. Contudo, o secretário afirma que, em breve, Montenegro e a Região do Vale do Caí devem ser beneficiados com a chegada de novos agentes da Brigada Militar.

Para Cezar, a Inglaterra é um exemplo de país onde o sistema de vídeomonitoramento faz toda a diferença. “Lá o cidadão de bem não precisa se preocupar quando sai para a rua, já os criminosos, sim. São mais de seis milhões de câmeras instaladas em um país menor que nosso Estado”, observa. “A tecnologia a serviço da Segurança Pública é fundamental. Infelizmente o Brasil está anos-luz atrasado. O Rio Grande do Sul vai ser o primeiro estado brasileiro cercado eletronicamente. Isso é uma mudança profunda na Segurança Pública”, destaca.

“Já estamos acertando com a Polícia Rodoviária Federal e com o Denit a instalação de câmeras de videomonitoramento nas rodovias federais. Já está certo com a EGR, com o Daer, com a Polícia Rodoviária Estadual e com a Receita Estadual para a colocação nas rodovias e nos municípios também. Tem cidades que os empresários e entidades estão comprando câmeras e doando para as prefeituras”, detalha o secretário sobre o projeto. Montenegro já conta com o sistema de videomonitoramento na parte urbana e pretende expandir o número de câmeras em mais pontos da cidade e também no interior. Além disso, a “Cidade das Artes” foi escolhida como um dos 25 centros regionais de recepção das imagens geradas em outros municípios do Estado.

Montenegro conta com uma Escola de Formação de Soldados, por este motivo, com frequência, o secretário recebe reivindicações para que parte dos soldados que aqui se formam fiquem atuando na cidade. Contudo, o governante tem outra visão sobre este assunto. “Santa Maria, que é minha terra, também tem uma escola. Os municípios acham que a escola é para formar os policiais para as próprias cidades. Na verdade, os policiais são formados para o Rio Grande. É inegável que há uma escassez histórica, isso não é de hoje. Temos mais ou menos 7 mil brigadianos a menos do que tínhamos no dia 1º de janeiro de 2015” ressalta. As aposentadorias são apontadas como um dos principais motivos para a falta de policiais.

“Guardas municipais devem ser melhor aproveitadas”

A legislação Federal está possibilitando mudanças nas atribuições das guardas municipais, o que é um fator de extrema importância, segundo o secretário de Segurança Pública. “Há alguns anos, as Guardas, quando existiam, exerciam mais a tarefa de vigilante, tinham atribuições menores que hoje, devido às disposições legais”, mas isso está prestes a mudar.

Para o secretário, não se pode dispensar a possibilidade de ter 4500 pessoas, com atribuições específicas, somadas ao trabalho de segurança do Estado. “As guardas estão se adaptando. O Rio Grande do Sul tem em torno de 40 guardas municipais, com 4500 integrantes. Eu vivi uma experiência de Prefeito onde havia uma separação entre as diferentes instituições de Segurança Pública. Isso tem que terminar”. Para que as guardas possam se equipar melhor, Badesul e o BNDES abriram uma linha de financiamento para as prefeituras. “Também estamos solicitando junto ao Ministério da Segurança, a liberação de recursos específicos para as guardas municipais. Vai ser uma integração, é algo novo em todo o pais”.

Schirmer promete mais policiais para o Vale do Caí
Montenegro conta com uma escola de formação da Brigada Militar, mas nem por isso o município tem algum tipo de favorecimento quando o assunto é aumento de efetivo. Para Cezar Schimer as cidades devem mudar suas visões. “Santa Maria, que é minha terra natal, também tem uma escola. Os municípios acham que a escola é para formar os policiais para elas próprias, na verdade os policiais são formados para o Rio Grande”, opina.

É inegável que há uma escassez histórica nos efetivos do Estado. Mas, para o secretário, esse problema vem de décadas e se agravou nos dois últimos anos do Governo do Tarso e durante o Governo Sartori. “Estamos chamando aposentados, os egressos do serviço militar obrigatório e concluindo o maior concurso já feito, nas últimas décadas. Estamos com 6100 vagas para Polícia Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros”, ressalta.

“Desses que nós vamos chamar nos próximos dias, certamente uma parcela vai ficar em Montenegro e no Vale do Caí”, garante o secretário.

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