Com o intuito de compartilhar a arte, os vídeos fazem sucesso na internet

O ditado “Quem dança seus males espanta” nunca fez tanto sentido. Para Douglas Eduardo Araujo da Costa, 22, estudante de Licenciatura em Dança, e Manuela Machado Guidini, 22, já graduada no curso da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), a dança é como a respiração. Nos últimos dois anos, a dupla produz vídeos usando improviso e coreografias de diversas canções, fazendo sucesso nas redes sociais, além de aproximar os montenegrinos da arte.

Os dançarinos têm uma conexão que foi construída aos poucos, enquanto dançavam juntos no Bálance. “O que aproximou muito foi a gente ter experimentado a dança junto, em quanto colegas”, explica Douglas. A ideia de fazer os vídeos veio quando os dois não conseguiam parar de dançar. “A gente não consegue parar, não dá”, conta Manuela. Além disso, os dois são impulsionados por dançarem de forma parecida e gostarem um das peculariedades do outro.

O método usado nos vídeos é o de improviso. No início, as gravações eram para os dois olharem e perceberem seus próprios movimentos, que vão se conectando. “Tem coisas que não são nada combinadas”, explica Manuela. Às vezes, o início é combinado, mas o resto dos movimentos vêm a partir da conexão de ambos. “Virou rotineiro de tentar alcançar as pessoas e mostrar que produzimos coisas legais”, comenta Douglas.

Uma das ideias é tentar chegar aos artistas. O ultimo vídeo é uma coreografia com a canção “A gente junto”, das AnaVitória, e o post já tem mais de 4 mil visualizações. O clipe usando o cover da música “Flutua”, do Renato Enoch, teve até repost do artista. Entre a produção dos vídeos, a dupla reforça a importância da valorização e do acesso das pessoas às artes produzidas na cidade. “A gente produz muita coisa que não sai de dentro da UERGS, da Fundarte, do Bálance, na verdade sai, mas pra pouquíssima gente”, explicam. Então, os dois afirmam que a importância do conteúdo produzido é alcançar as pessoas na mídia e mudar o olhar.

A dança faz parte da vida
Manuela começou aos 11 anos, e sempre gostou muito de dançar. “Logo de início eu já me encontrei na dança”, conta. No Ensino Fundamental ela foi com a escola ver uma apresentação de dança do Bálance, e se apaixonou. Após, com o incentivo da professora de dança do local, resolveu seguir carreira na área. Em 2015, ela iniciava no curso de licenciatura em dança, pegando o diploma quatro anos depois.

A professora dá aulas em diversos lugares, entre eles na escola de dança que despertou seu amor pela atividade, como voluntária no Abrigo Menino Jesus de Praga, entre outros. Para Manuela, não tem como se imaginar sem a dança. “É algo que faz parte da minha vida todos os dias. Não tem férias. A dança é um refúgio. Eu trabalho com isso, mas nunca parece que é um trabalho, porque eu amo fazer”, comenta.

O estudante de licenciatura também tem pela dança um sentimento especial. “Na escola, na 7ª e 8ª série eu já participava de grupos de dança”, conta. Depois, Douglas foi frequentar a escola de dança, no ano de 2015. “A partir dali só aflorou mais”, explica. O ingresso na UERGS foi em 2018, em que continua cursando dança. “Em histórico dando aula eu não tive muitas experiências, mas experimentando a dança eu me sinto com um peso grande”, comenta.

Douglas também acredita que a dança é um refúgio, além disso, tem essa prática como um hábito na sua rotina. “Eu vejo em tudo, em todos os passos que eu faço”, relata. Para ele, a dança é parte do dia a dia dentro de suas próprias perspectivas. “O que eu vejo de mim é dança”.

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