Maria Isabel, idealizadora e organizadora do evento que ocorre no Ferroviário

Cultura. Evento chega à sexta edição e terá programação variada e flexível a partir da virada da noite desta sexta-feira

Já dizia Castro Alves: “Amor é um carpinteiro, que ri com ar de metreiro; cerrando forte e ligeiro, na tenda do coração… Põe pregos de resistência, ferrolhos na consciência; tranca as portas da razão”. É com base na obra desse escritor, que os simpatizantes da Rua da Poesia vão celebrar a sexta edição do evento. A partir das 23h59min de hoje, a rua Castro Alves, no bairro Ferroviário, deixa de ser uma simples via pública, dando espaço à poesia. De acordo com a idealizadora e organizadora da Castro Alves Rua da Poesia, Maria Isabel Vargas da Silva, a programação é totalmente flexível. “Nós elaboramos algumas atividades com horários, porém é na hora que tudo é decidido. E a poesia tem sempre preferência”, relata. A convidada especial deste ano é a Sociedade Montenegrina Floresta Negra, que será representada nos momentos discursivos pela presidente da associação, Letícia dos Santos.

Ela explica que o foco deste ano será o racismo e a discriminação. “Essas causas sociais eram bem abordadas pelo Castro Alves e pretendemos chamar a atenção da comunidade”, comenta. Na programação está marcada a cerimônia de abertura, nesta sexta-feira, que vai ser conduzida por sons de sinetas e pelo depoimento de alguns professores como Alexandre Ferraz, Claudio Humberto Costa e Elvio Duarte. Na manhã de sábado, as 8h30min, as atividades são retomadas com sessão de yoga, sessão de pilates, leituras de poesias de Castro Alves e de poemas regionais, apresentação teatral do grupo Renascença e contação de histórias para crianças. A partir das 13h30min, estão programadas atividades voltadas especificamente para o público infantil.

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