Obras minimalistas convidam o público a se aproximar, tocar e compreender a mensagem do artista

Fazer arte é se desafiar o tempo inteiro. É desafiar o público a interagir e interpretar a mensagem do artista. E essa expressão cabe num painel gigante ou no espaço de um pires. Até o dia 30 de novembro, essa instigante manifestação pode ser apreciada no 6º Salão Fundarte/ Sesc de Arte 10×10, aberto na noite de ontem na Galeria Loide Schwambach da Fundação de Artes de Montenegro.

A professora de artes visuais na Uergs Montenegro, Carmem Lúcia Capra, explica que esse estilo permite realizar trabalhos delicados, desafiando o artista a desenvolver sua obra dentro da limitação de 10 por 10 centímetros. “E o curioso deste salão é que permite somente nesse formato”, assinalou, ao lembrar que é a única mostra competitiva exclusiva para trabalhos mínimos. Após a abertura oficial, com presença de estudantes, artistas e autoridades, ocorreu a premiação.

A menção honrosa foi entregue aos artistas Alexandra Eckert, Anderson de Souza, Michele Martínis e Ricardo Franzin. Já os vencedores foram Duda Gonçalves, em segundo; e Fabrízio Rodrigues, em primeiro. O sucesso do Salão é confirmado pelos 60 artistas, oriundos de todo o Brasil, que inscreveram 60 obras nas linguagens fotografia, pintura, gravura, desenho, escultura e objeto. Destes, 24 foram selecionados para formar a exposição.

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