Selo indicaria que fruto foi produzido na região, que tem na citricultura uma de suas principais atividades, atestando assim a sua qualidade

Ideia é possibilitar a identificação das frutas cítricas daqui nos mercados

Com o objetivo de discutir detalhes relativos à criação de uma Marca Coletiva para a identificação dos citros do Vale do Caí, a Câmara Regional de Citricultura do Vale do Caí promove no próximo dia 18 de julho, quarta-feira, uma reunião sobre o assunto. A atividade, com início previsto para as 9h, ocorre no campus da Universidade de Caxias do Sul (UCS) de São Sebastião do Caí. O debate deverá contar com a participação dos comerciantes de citros, que opinarão sobre a viabilidade, a utilidade e os procedimentos para instituir uma marca que padronize a qualidade da fruta.

Bonine ressalta benefícios de a região possuir uma Marca Coletiva

Conforme o assistente técnico regional (ATR) da área de Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, Derli Paulo Bonine, a Marca Coletiva traria proteção aos consumidores, que saberiam que estão adquirindo uma fruta com qualidade garantida. “A marca não permite que produtores não inclusos na zona de produção delimitada utilizem a indicação”, explica. Ele reforça que a identificação daria notoriedade aos frutos produzidos na região, facilitando sua presença no mercado. “O consumidor identificará o produto do Vale do Caí dentre outros e o processo fará com que o citricultor busque a melhoria qualitativa das suas frutas cítricas”, aponta.

Para Bonine, atualmente, o consumidor não tem como reconhecer os citros vindos do Vale do Caí uma vez que não há uma identificação. “O que se deseja com a Marca Coletiva é que o consumidor possa relacionar as laranjas, bergamotas e limões adquiridos no Vale do Caí com fruta cítrica de qualidade”, argumenta. Nesse sentido, o técnico comenta que se busca organizar o setor para definir normas e padrões de qualidade dos citros, registrando a Marca Coletiva no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

O engenheiro agrônomo diz que ao final do processo há a pretensão de que ocorra o aumento do valor agregado das frutas cítricas bem como o aumento do valor dos imóveis da região e o estímulo aos investimentos na própria zona de produção, despertando também o desenvolvimento de outros setores. Para Bonine, a criação de uma Marca Coletiva propiciaria ainda a manutenção da população nas zonais rurais, a geração de empregos e a vitalidade das zonas rurais com o crescimento do turismo. “Como consequência de tudo isso teremos a satisfação do produtor e o orgulho do produto”, aposta.

fotos: arquivo/jornal ibiá

Projeto de identificação marca retomada de uma ideia antiga
“A constituição de uma Marca Coletiva é uma ideia antiga na Câmara de Citricultura do Vale do Caí”, garante Bonine. O técnico diz que em 2007 a Câmara de Citricultura realizou um seminário sobre Indicação Geográfica em Tupandi. “O tema voltou no Seminário do Planejamento Estratégico da Citricultura realizado em maio de 2017”, recorda. Ali foram constituídos grupos temáticos e tanto citricultores quanto comerciantes de frutas cítricas pautaram a melhoria da qualidade da fruta cítrica, a propaganda e o marketing como ações prioritárias para a Câmara. “Então, este tema passou a ser uma ação do planejamento estratégico da citricultura do Vale do Caí”, comenta.

Segundo o ATR, para obter-se o selo de Identificação Geográfica ou uma Marca Coletiva é necessário indicar a origem do produto ou serviço e as características que o diferem dos demais. Outros passos são definir se a titularidade será coletiva, além da criação de um regulamento de uso do selo que representa a “Origem do Produto”. No caso do Vale do Caí, a proposta é constituir uma pessoa jurídica para ter o selo.

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