ORQUÍDEAS de todas as espécies foram a grande atração da exposição realizada no Pareci

“A orquídea é tão evoluída, que cativou o maior dos polinizadores: o ser humano.” A frase do orquidófilo Milton de Castro Linhares, 54 anos, define a paixão das pessoas pela flor. Vindo de Osório, Linhares era um dos produtores da 5ª Exposição de Orquídeas realizada no último fim de semana, no Salão Paroquial de Pareci Novo. O evento, promovido pela Associação Caiense de Orquidófilos (ACO), reuniu cerca de 100 colecionadores e produtores. “Queremos fomentar o cultivo das orquídeas, mostrando a diversidade das espécies e aumentar a quantidade de orquidófilos”, relata Mateus Liell, presidente da ACO.

Visitantes de diversas compareceram. Caso do médico Hermes Maia e da professora universitária Ana Salgado, que vieram de Nova Santa Rita. “Costumamos visitar todos os eventos que podemos, pois é uma flor que nos chama muito a atenção”, explica Hermes, filiado à Associação Canoense de Orquidófilos e pertence ao Círculo Gaúcho de Oriquidófilos. “A beleza, o colorido, as formas, o perfume, tudo é tão atraente na orquídea”, comenta Ana. “Na verdade, a orquídea, para nós, é um vício, uma cachaça”, arremata o médico.

Motivos para amar a orquídea
Os motivos para se gostar de orquídea são diversos: beleza, variações das cores, perfume e facilidade de cultivo. E até o amor. Mateus Liell conta que começou a cultivar para agradar a namorada. “Nosso namoro já dura 11 anos”, diz. E a dedicação é tanta que ele é um dos fundadores da Associação Caiense de Orquidófilos. A relação com a esposa também levou o jornalista Lemyr Martins a se interessar pela flor. Depois de se aposentarem, ele e a psicóloga Dione, natural de Pareci Novo, decidiram morar na cidade. E logo começaram a surgir as orquídeas. “Temos cerca de três mil em nossa chácara”, conta Lemyr. “Orquídea é terapia. Posso passar horas admirando, estudando, observando as reações. Já esperei 11 anos para ver uma espécie colombiana florescer em meu jardim.”

Wan der Prize
Além de 30 plantas premiadas na exposição, ocorreu também a entrega do Wan der Prize, prêmio concedido pela ACO. Este ano a vencedora foi Cristiane Fritz de Paula, de São Sebastião do Caí, com a bela RENANTHERA MONACHICA X VANDERPSIS GIGANTEA. O Wan der Prize é rotativo, mas quem conquistá-lo por três vezes consecutivas ou cinco alternadas fica em definitivo com o troféu.

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