Realizado de forma gratuita através do Cras Conviver, curso durou três dias e qualificou nove mulheres para práticas de panificação

Conclusão. Aulas se encerram hoje com a certificação de nove participantes

Acontece hoje o último dos três dias do curso de panificação caseira do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), promovido pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Conviver através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Montenegro. Com 24 horas-aula, o curso forma nove mulheres, que aprenderam a fabricar diferentes pães, cucas, massas e outras delícias encontradas em padarias.

Instrutora destaca
importância da higiene e
manipulação dos alimentos

As aulas foram ministradas pela instrutora de alimentação e nutrição do Senar, Ana Paula Camatte. Ela explica que as participantes aprendem higiene e manipulação dos alimentos, bem como receitas diversas. “Tem (nas receitas) pão de batata, de leite, de milho, pão nutritivo ou de fibras. Há ainda cucas, sonhos, pão de mel e massas caseiras como capeletti, canelone e de lasanha”, destaca.

Silvane planeja vender
produtos feitos por ela mesma
para ter uma renda extra

Ana Paula salienta ainda que o curso aposta bastante na prática, com as alunas colocando literalmente a mão na massa, e também é profissionalizante. “A pessoa sai habilitada para trabalhar ou ter seu próprio negócio”, garante. E é a chance de ter uma renda extra através da qualificação em panificação caseira que atraiu algumas participantes, caso de Silvane Fiuza, 31 anos. Moradora da localidade de Esperança, a jovem destaca que ter o curso gratuitamente é uma forma de incentivar o aprendizado e que resolveu participar da qualificação já pensando em ter uma renda extra. “Tenho dois filhos para cuidar, então posso fazer [os produtos] em casa e vendê-los”, planeja.

Silvane afirma que as aulas trouxeram ensinamentos importantes. “Há muita coisa que eu achava que sabia, mas não sabia”, analisa. Ela destaca ainda a parceria entre as participantes do curso. “Também estou fazendo novas amizades e há a troca de experiência entre as colegas. Todas são bem companheiras e estamos bem entrosadas”, garante.

Moradora da sede do município, Roseli da Rosa, 39 anos, diz que sempre gostou de cozinhar e que viu no curso uma oportunidade de absorver novos conhecimentos. “Como as coisas estão difíceis, tudo o que aprendemos para o futuro é válido”, avalia. Fabricar e vender seus próprios pães, bolos e cucas é uma possibilidade para complementar sua renda, acrescenta.

Pães, como o de milho e o de leite, estavam entre as receitas aprendidas
Para aprender de fato, alunas colocaram a mão na massa

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