Incêndio tormou grandes proporções devido à precariedade do prédio. Foto: Agência Brasil/ Rovena rosa

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse ontem que a cidade tem atualmente 70 prédios ocupados, em situação similar ao edifício que desabou após incêndio, na madrugada. O edifício que pertence ao Governo Federal foi atingido por um incêndio, que iniciou no 5º andar e saiu do controle. O desabamento foi em consequência das fortes chamas e do estado precário do prédio de 24 andares, abandonado e invadido por movimento social pela moradia. De acordo com Covas, a prefeitura chegou a fazer seis reuniões com os moradores do local, alertando-os sobre os riscos.

“São 200 áreas invadidas na cidade de São Paulo, uma situação preocupante. Mas hoje a preocupação zero da prefeitura de São Paulo é o bom atendimento a essas famílias”, declarou, em coletiva. As reuniões, segundo Covas, foram feitas de fevereiro a abril. Ele afirmou ainda que o Município tinha uma ação em andamento com a União a fim de receber a propriedade.

“A prefeitura não pode ser acusada de se furtar da responsabilidade”, defendeu Covas. Essas explicações certamente serão analisadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que determinou abertura de investigação. Da mesma forma serão avaliada a veracidade dos relatórios técnicos encaminhados pelos órgãos públicos responsáveis pela manutenção e fiscalização do edifício Wilton Paes de Almeida.

A Promotoria de Habitação de Urbanismo já havia instaurado, em 24 de agosto de 2015, um inquérito civil para apurar a possível existência de risco no imóvel, que foi arquivado. A prefeitura verificou ontem que 92 famílias – ou 248 pessoas – estavam morando no prédio. Segundo o Corpo de Bombeiros, na última vistoria, foi identificada e informada ao governo uma série de problemas no edifício em relação ao acúmulo de lixo, materiais combustíveis e impedimento de rota de fuga.

No final da tarde de ontem, equipes de resgate usavam cães farejadores e detectores de calor para encontrar sobreviventes. Mas, seguindo protocolo internacional, aguardarão 48 horas para vasculhar os escombros. Não foi confirmado o número de desaparecidos, mas uma morte foi anunciada.

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