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Mais de 85% dos refugiados são mulheres e crianças Foto: Jiro Ose/Acnur

Mais de 1 milhão de refugiados sul-sudaneses vítimas do conflito em seu país estão alojados em  Uganda, informou hoje (17) em Genebra, Suíça, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), que reitera seu pedido de ajuda à comunidade internacional para apoiar esse contingente. Em 2016  Uganda registrou uma chegada diária de 1.800 sul-sudaneses, em média, em seu território.

Em Uganda, mais de 85% dos refugiados que chegam são mulheres e crianças (menores de 18 anos). Os recém-chegados continuam relatando casos de violência brutal no Sudão do Sul, onde quais grupos armados queimam casas com civis dentro, pessoas são mortas na frente de seus familiares, mulheres e meninas são vítimas de violência sexual, e meninos são recrutados à força para o conflito.

Além dos refugiados em Uganda, outro milhão de sul-sudaneses está abrigado em outros países vizinhos, como Sudão, Etiópia, Quênia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana.

Com a contínua chegada de milhares de refugiados, a ajuda que está sendo oferecida está muito abaixo do necessário, diz a Acnur. Este ano, são necessários US$ 674 milhões para a resposta aos refugiados sul-sudaneses em Uganda. Entretanto, até agora somente 21% do total foi recebido. Nas outras regiões, o cenário está ligeiramente melhor – dos US$ 883,5 milhões necessários para a crise do Sudão do Sul, cerca US$ 250 milhões foram recebidos.

A ausência de recursos em Uganda está impactando significativamente a capacidade de oferecer assistência vital e serviços básicos essenciais aos refugiados. Em junho, o Programa Alimentar Mundial foi forçado a fazer cortes nas rações alimentares de refugiados.

 

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