Nomeações de mais servidores e uso de novas tecnologias potencializam a fiscalização.  Foto: Divulgação/Sefaz

Caloteiros. Ação da Receita permite, pela primeira vez, que em maio haja um novo recorde de créditos retornando

Entre janeiro e maio deste ano, já são mais de R$ 1,17 bilhão de créditos tributários constituídos pela Receita Estadual. Esse valor representa crescimento de 22,5%, frente ao mesmo período de 2017. Essa é a primeira vez que a marca de R$ 1 bilhão é superada ainda no mês de maio. Nos anos anteriores, o montante havia sido atingido apenas em junho (2017), agosto (2016 e 2015) e novembro (2014).

O desempenho positivo na identificação dos casos de sonegação aponta para uma nova marca a ser alcançada em 2018. Ao longo do ano passado, a atuação direta sobre os sonegadores superou os R$ 3 bilhões em lançamentos de créditos tributários. Em valores atualizados pelo IGP-DI, o montante é 48,16% superior ao obtido em 2016, quando o volume chegou a R$ 2,054 bilhões.

“Em 2017, superamos todos resultados anteriores. Ao que tudo indica, será mais um ano de recordes”, destacou Mario Luis Wunderlich dos Santos, subsecretário da Receita Estadual. Dois fatores são apontados por ele como determinantes para este crescimento significativo obtido, a partir de 2017. Um deles está ligado às nomeações pela Secretaria da Fazenda de auditores-fiscais e técnicos tributários, ocorridas em 2016. O uso de novas tecnologias também vem sendo intensificado, sobretudo devido ao investimento na plataforma digital Big Data, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Ela permite cruzar dados das empresas em busca de indícios de evasão fiscal e vem sendo aprimorado gradualmente, potencializando os resultados das auditorias e o fechamento do cerco aos devedores. Além disso, os programas de autorregularização para os contribuintes, as operações ostensivas, as parcerias com outros órgãos públicos, a revisão dos processos de trabalho e a facilitação do cumprimento das obrigações tributárias pelos contribuintes também ajudam.

Operações ostensivas
Além de estimular o cumprimento voluntário das obrigações, a Receita Estadual deflagra sistematicamente operações ostensivas de fiscalização para combater a sonegação e proporcionar justiça fiscal e concorrência leal entre as empresas. Alguns exemplos ocorridos em 2018 são a Operação Incassato (empresas de embutidos) e a Operação Isoptera (empresas de móveis).

Foco na autorregularização
Os programas de autorregularização têm se tornado cada vez mais frequentes. Atualmente, estão em vigor dois: um voltado ao setor de perfumaria e cosméticos (R$ 10 milhões de ICMS devido), outro a devedores sobre Herança e Doações (R$ 26 milhões). Ambos têm prazo encerramento no dia 15 de junho.

 

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