Gilberto Machado conta que tem suas atividades profissionais prejudicadas pela situação de sua clavícula

Uma fratura mal curada na clavícula deixou o pedreiro Gilberto Machado com o osso saltado e sentindo dores

O pedreiro Gilberto Machado quebrou a clavícula em 2008. A fratura acabou se consolidando incorretamente, deixando-o com o osso saltado e tendo espasmos de dor. Uma nova cirurgia era necessária, então o morador do bairro Cinco de Maio foi atrás do serviço de saúde para encaminhar o procedimento pelo SUS. O pedido completa dez anos em 2018 e ele nunca foi chamado.

“Tô na fila de espera até hoje”, desabafa. Machado procurou o Jornal Ibiá esta semana para contar sua história e expressar seu descontentamento com a situação. A reportagem, diante disso, entrou em contato com a Secretaria de Saúde, via Assessoria de Comunicação da Prefeitura, e recebeu um posicionamento da titular da pasta, Ana Maria Rodrigues. Ela afirmou que, por dois anos, a partir de 2008, Gilberto procurava a Secretaria em busca da marcação da cirurgia, mas depois nunca mais fez contato. O pedreiro havia se perdido no sistema.

“O paciente estava cadastrado no antigo sistema de referência de Canoas, que nunca foi resolutivo até alguns meses atrás, quando a nova gestão de Saúde de lá se reorganizou no serviço e os municípios, como Montenegro, cobraram, com muita ênfase, o atendimento aos pacientes lá referenciados”, explicou Ana. “Hoje (o contato com o Jornal foi feito na quarta-feira, 13), sabendo do caso – já que antes o mesmo não estava mais no novo sistema SIGS de Canoas – a Secretara Municipal de Saúde de Montenegro fez contato com o paciente, por telefone, para saber mais sobre o caso”.

Ficou agendada uma visita à Secretaria para que seja feita uma avaliação se o problema pode ser resolvido pelo médico traumatologista do município, ou se há necessidade de encaminhamento e referenciamento ao serviço especializado de Canoas.

A esposa de Gilberto, Clair Vargas dos Santos Machado, lembra que ela mesma ia até a “Assistência” nos primeiros dois anos da fratura para cobrar um retorno. Com todas as negativas, deixou de fazer as cobranças e ficou na espera, com o marido, pelo agendamento da cirurgia. “Pra quem pode pagar na hora, tudo é rápido”, comenta.

Enquanto trabalhava, por quase dez anos, carregando peso e tendo que alcançar lugares de difícil acesso, o pedreiro Gilberto vivia com medo de uma nova fratura. Nos dias em que o tempo estava para chuva, a dor beirava o insuportável. Hoje, aparentemente, é dado o primeiro passo para que ele volte a ter uma vida normal.

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