Marcos falou sobre a demora nos exames e Cristina afirma que não será difícil resolver o problema

Transplante. Demora para conseguir os atendimentos gera problemas a quem tenta entrar na fila de espera por um rim

Vereadoras Josi e Rose ouviram os esclarecimentos de Anna sobre como ocorre a investigação da saúde do paciente

Conversa, bom senso e disposição em resolver a situação marcaram uma reunião que transcorreu na manhã de ontem, na Câmara Municipal. Durante o encontro, com a participação de integrantes do Executivo, Legislativo, Conselho Municipal da Saúde e Nefroclin, foi discutida a demora para realização dos exames necessários a pacientes de hemodiálise que buscam o ingresso na fila de espera por transplante de rins.

A alternativa apresentada pela assessora especial da secretaria municipal da Saúde, Cristina Reinheimer, é que os encaminhamentos de pacientes de hemodiálise a exames visando entrar na fila de espera por um transplante sejam identificados com essa condição. A medida foi apresentada após os relatos da assistente social e administradora da Nefroclin, Anna Esther Hoefelmann, e de Marco Rogério da Silva, que há 10 anos realiza hemodiálise.

Anna esclareceu as diferenças dos pacientes conforme o grau da doença renal crônica e falou que nem todos aqueles que realizam hemodiálise têm indicação para transplante. Ela afirma que são 40 pacientes de Montenegro atendidos na Nefroclin, dos quais 20 já estão na fila de espera por um novo órgão. Entre os demais, há quem está na fase de realização de exames, mas também aqueles que não querem ou não têm indicação para fazer transplante.

Anna explicou que é necessária uma investigação na situação de saúde do paciente, o que inclui exames em várias especialidades médicas, como cardiologista, otorrinolaringologista, oftalmologista, dentista, urologista no caso de homens, e ginecologista, para mulheres. “Encaminhamos para o município para que as consultas sejam feitas pela rede pública”, acrescenta.

Marco falou sobre dificuldade em conseguir esses atendimentos. Ele afirmou que recomeçou com a realização dos exames por quatro vezes, porque a demora entre uma consulta e outra faz com que o atendimento anterior perca a validade. “Às vezes, se consegue uma consulta com cardiologista, aí leva meses para conseguir com medico de outra área e, quando consegue, o laudo do cardiologista já caducou, aí tem que começar tudo de novo”, exemplifica.

Cristina afirmou que não vê dificuldades em resolver a situação. Além de identificar que se trata de pessoas que buscam ingressar na fila de transplante, os encaminhamentos para exames desses pacientes serão feitos diretamente à assessora especial, na Assistência. Cristina observa que são poucos pacientes e, portanto, acredita que não haverá dificuldades para agilizar as consultas.

A reunião na Câmara foi uma iniciativa das vereadoras Josi Paz e Rose Almeida, ambas do PSB. Na abertura do encontro, as duas falaram sobre a importância em esclarecer os procedimentos para quem tenta entrar na fila de transplantes.

Reivindicação de melhorias no transporte
O paciente Marco Rogério da Silva falou também sobre problemas com o transporte dos pacientes de hemodiálise, que é garantido pela Prefeitura. Ele disse que, às vezes, o veículo está lotado e que há pacientes com bactérias multirresistentes que não deveriam estar tão próximo dos demais. A assessora jurídica da secretaria de Saúde, Marilisse Belmonte, esclareceu que a frota é deficitária, mas que estão sendo adquiridos veículos novos. Ela acredita que, no segundo semestre, será possível organizar melhor o transporte dos pacientes. Cristina Reinheimer acrescentou que os veículos são desinfetados sempre que a secretaria tem conhecimento de um usuário com bactéria multirresistente.

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