A EMPRESA Amândio Pilger & Filho comemora bons resultados

O produtor rural que emite nota fiscal no município tem direito, semestralmente, a um bônus para ser gasto em empresas cadastradas na Prefeitura. O valor desse benefício pode chegar a até R$ 500,00 e é proporcional ao montante emitido nas notas. “Isso é um incentivo para o produtor fazer a emissão. Quanto mais notas, mais retorno vai ter”, coloca o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Ivan Lopes. Só no primeiro semestre do ano passado, a permuta movimentou cerca de R$ 170.000,00.

Atualmente, cinco empresas têm convênio como participantes. Quatro são agropecuárias e uma é uma pedreira. O período de habilitação e renovação é anual, através de uma chamada publicada no jornal Ibiá e no Diário Oficial. Desde 2005, quando o programa foi instituído, na gestão do ex-prefeito Percival de Oliveira, a agropecuária Amândio Pilger & Filho participa. “Para o produtor, é um dinheiro a mais que entra e isso acaba trazendo mais clientes pra cá, pois nem todos aceitam o bônus”, conta o proprietário da empresa, Leonardo Pilger.

A maior procura dos beneficiários no estabelecimento é pelas rações para trato animal. O movimento dos bônus é considerável. “O pessoal vem bastante. Logo que eles fazem a liberação, a gente chega a fazer umas 15, 20 vendas por dia assim”, relata. Na época da renovação do convênio, ele explica, a Prefeitura entra em contato com a empresa e eles precisam apresentar toda a documentação do estabelecimento solicitada para a secretaria municipal da Fazenda.

O produtor rural que quiser seu bônus deve apresentar seu talão – como é sua obrigação – no setor do “talão de produtor” da Prefeitura e estar em dia com seus débitos. É feita, então, a soma do montante semestral e ele recebe uma espécie de recibo que é trocado nos estabelecimentos conveniados. É com estes recibos, também, que as empresas cobram da Prefeitura o valor vendido por meio do bônus. Existe um prazo de seis meses para troca por produtos após a apresentação do talão.

Produtor de citros e engenheiro agrônomo, Pedro Wollmann aprova o incentivo através dos bônus. No último ano, ele teve cerca de R$ 400,00 pela emissão de suas notas. “Pode não ser um valor alto, mas ajuda a custear o trabalho”, avalia. Com o recurso, ele adquire insumos agrícolas para sua propriedade. “Se não tirarmos nota, vamos estar sonegando impostos e não vamos ganhar nada. Se todo mundo emitir, trás mais arrecadação para o município. Quanto mais arrecadação, melhor o município vai.”

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