Ex-presidente Lula ainda quer concorrer ao Planalto. Foto: Juca Varella/Agência Brasil

Havia uma expectativa que na próxima terça-feira, dia 26, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgasse o pedido de suspensão da condenação e de expedição do mandato de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas essa esperança foi sepultada no final da tarde da última sexta-feira, quando o relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, negou o pedido feito pela defesa na última semana.

Com isso, Lula permanece preso e o julgamento de terça-feira está suspenso. O despacho do ministro foi divulgado após a decisão da vice-presidente do TRF4, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Maria de Fátima Labarrère. Ela rejeitou o pedido para que a condenação de Lula fosse analisada pela Segunda Turma.

Fachin afirmou que a decisão do TRF-4 impede o julgamento no Supremo. Se a condenação fosse suspensa pela Segunda Turma , como pede inicialmente a defesa, o ex-presidente poderia deixar a prisão imediatamente.

A defesa do ex-presidente quer urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos limitados com a execução da condenação, que não é definitiva. A defesa do ex-presidente disse estranhar a decisão do TRF-4, que saiu às vésperas do julgamento no Supremo e prometeu recorrer.

Lula está preso há dois meses, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá. Sua defesa reforçou o pedido à Corte, pelo qual pede cumprimento de prisão domiciliar ou outras medidas cautelares.

 

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